OTAVIO LAJE DE SIQUEIRA

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Nome: LAJE, Otávio
Nome Completo: OTAVIO LAJE DE SIQUEIRA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

LAJE, Otávio

*gov. GO 1965-1971.

Otávio Laje de Siqueira nasceu em Buriti Alegre (GO) no dia 28 de dezembro de 1924, filho de Jales Machado de Siqueira e de Beatriz Laje de Siqueira. Seu pai foi deputado federal por Goiás de 1967 a 1971.

Fez seus estudos iniciais no Liceu Sagrado Coração de Jesus e no Colégio Pan-Americano, na capital paulista e formou-se em engenharia pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) em 1948. No exercício de sua profissão foi engenheiro fiscal no Departamento Nacional de Estradas de Ferro.

Proprietário agrícola e pecuarista, iniciou a carreira política em fevereiro de 1962 como prefeito de Goianésia (GO). Após o movimento político-militar de 31 de março de 1964, em fevereiro de 1965 foi eleito pela Assembléia Legislativa do estado governador de Goiás. Deixando em junho desse ano a prefeitura pela qual respondia, em outubro seguinte assumiu o governo do estado, sucedendo ao coronel Carlos de Meira Matos (1964-1965). Permaneceu no cargo até março de 1971, quando foi substituído por Leonino Caiado (1971-1975).

Em 1974, quando das articulações para a escolha do novo governador, como líder de uma das alas da Aliança Renovadora Nacional (Arena), então dividida no estado, lançou os nomes de Luís Meneses Neto, Jarmund Nasser e Luís Guedes Coelho, enquanto o governador Leonino Caiado, líder da outra corrente, indicava Manuel dos Reis e Ibsen Henrique Caiado de Castro. Em outubro a Assembléia Legislativa escolheu outro nome, Irapuã da Costa Júnior, candidato que conseguiu unificar o partido ainda que temporariamente e governou Goiás de 1975 a 1979.

Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS). Na convenção do partido realizada em maio de 1982 para a escolha do candidato ao governo estadual nas eleições de novembro desse ano, obteve a indicação, derrotando o deputado Brasílio Caiado, que era apoiado pelo governador Ari Valadão (1979-1983). Para sua vitória, contou com o apoio de grandes líderes políticos do estado, entre eles o vice-governador Rui Brasil Cavalcanti, que aceitou ser o candidato ao Senado na sua chapa, e ainda o senador “biônico” Benedito Vicente Ferreira, que se lançou candidato a vice-governador. Em junho de 1982 o presidente João Figueiredo enviou-lhe telegrama cumprimentando-o pela vitória na convenção do PDS, afirmando que o partido em Goiás havia dado prova de vitalidade na democrática competição interna. No pleito de novembro desse ano foi derrotado por Íris Resende, candidato do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Desde então não mais disputou cargos eletivos, não deixando, no entanto, de assumir um lugar de referência política no estado. Mesmo afastado dos cargos eletivos, em 1998 foi liderança na campanha de Marconi Perillo para o governo de Goiás.

Desde então passou a se dedicar predominantemente à administração do grupo que leva o seu nome e o qual preside, composto por um frigorífico, o Goiás Carnes, pela segunda maior usina de álcool do estado, a Jalles Machado S/A, pela Vera Cruz Agropecuária e pela Planagri Sementes.

Em 2006, sofreu um acidente de carro a 500 metros de uma de suas empresas, a Jalles Machado S/A, vindo a falecer no Hospital Neurológico de Goiânia, em decorrência de hemorragia interna.

Antes de seu falecimento estava projetando uma nova usina de álcool, a Codora S/A, na região de Goianésia.

Era casado com Marilda Fontoura de Siqueira, com quem teve quatro filhos, entre os quais Jales Fontoura, que foi constituinte (1987-1988), deputado federal (1987-1991) e secretário de Fazenda de Goiás (1999-) e Otávio Lage Filho, prefeito de Goianésia na ocasião de sua morte. Além dos quatro filhos que teve com Marilda Siqueira, teve um outro filho, fruto de relacionamento anterior.

Em 2007 o governador de Goiás, Alcides Rodrigues, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro, e a Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) realizaram uma homenagem in memorian a Lage, através da entrega da comenda de Ordem ao Mérito Industrial aos seus familiares. Esta homenagem havia sido aprovada meses antes de seu falecimento e marcou uma semana de homenagens ao político, que contou com uma exposição fotográfica no Centro Cultural de Goianésia e uma missa na Igreja Matriz da cidade.

Em Goianésia um centro de educação profissional leva seu nome.                                                         

 

FONTES: Estado de S. Paulo (9/6/82); Grande encic. Delta; INF. BIOG.; Jornal do Brasil (31/5/82); NÉRI, S. 16; Who’s who in Brazil.

 

 

 

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