PINTO, CARLOS ALBERTO DE ANDRADE

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Nome: PINTO, Carlos Alberto de Andrade
Nome Completo: PINTO, CARLOS ALBERTO DE ANDRADE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PINTO, Carlos Alberto de Andrade

PINTO, Carlos Alberto de Andrade

 * pres. IBC 1972-1974.

 

            Carlos Alberto de Andrade Pinto nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 19 de dezembro de 1939, filho de Guilherme Frota de Andrade Pinto e de Maria José de Andrade Pinto.

            Em 1959 estagiou como economista no Instituto Brasileiro do Café (IBC), assumindo no ano seguinte a chefia da Divisão Econômi­ca Rural desse organismo. Em 1964, em colabo­ração com o economista e professor Antônio Delfim Neto, escreveu um trabalho sobre o ca­fé e suas perspectivas nos 20 anos seguintes. Em 1966 foi nomeado assessor especial do Ministério da Indústria e do Comércio para assuntos do café, na gestão de Paulo Egídio Martins. Em 1967, com a nomeação de Delfim Neto para o Ministério da Fazenda (1967-1974), tornou-se seu assessor para assuntos de café e diretor de comercialização do IBC, tendo chefiado missões do instituto em reuniões  no exterior. Em dezembro de 1970 retornou ao Ministério da Fazenda como assessor econômico. Presidente da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur) em 1971, destacou-se por sua nova política de turismo interno, tendo promovido o I Seminário de Turismo da Amazônia.

            Em março de 1972 foi nomeado presi­dente do IBC em substituição a Mário Penteado Faria e Silva.. Permaneceu no cargo até o final do governo Emílio Garrastazu Médici, em março de 1974, quando foi substituído por Camilo Calasans de Magalhães.

            Licenciou-se do serviço público e assumiu o escritório da Sul América de Seguros em Paris, participando em junho de 1975 da II Semana Internacional de Marketing de Segu­ros, na capital francesa.  Nesse mesmo ano, passou a representar a Cooperativa Fluminense dos Pro­dutores de Açúcar e Álcool (Coperflu), iniciando as exportações de álcool para o mercado europeu, bem como voltou a assessorar Delfim Ne­to, então embaixador do Brasil na França (1975-1978).

            Em dezembro de 1978, acusado pelo deputado baiano Fran­cisco Pinto de ter sido um dos beneficiários de supostas comissões recebidas de empresas francesas no tempo em que servia em Paris, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma queixa-crime contra o parlamentar.

            Voltou ao Brasil em fins de 1979 e em 1980 foi nomeado subsecretário do Ministério da Agricultura, na gestão de Delfim Neto. Ainda em 1980, indicado pelo governo brasileiro, assumiu a presidência da Organização Mundial dos Países Produtores de Cacau. No ano seguinte foi nomeado assessor especial do Ministério da Agricultura, na gestão de Amauri Stábile. Ao deixar o Ministério da Agricultura em 1983, foi nomeado, pelo governador Antônio de Pádua Chagas Freitas (1979-1983), secretário da Indústria, Comércio e Turismo do Rio de Janeiro. Permaneceu à frente da secretaria até 1984 quando deixou o cargo por causa de diver­gências com Israel Klabin, presidente do Banco do Estado do Rio de Janeiro (Banerj) e do Banco de Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro (BD-Rio). Afírmou que deixava o posto também por causa da campanha eleitoral de Miro Teixeira, candidato à sucessão de Chagas Freitas, que seria baseada em ataques à política econômica de seu ami­go Delfim Neto.

                Retornou em seguida ao IBC como economista e passou a dedicar-se  a atividades privadas, como consultor internacional de empresas do setor de commodities (café, cacau, açúcar). Como consultor da Cooperativa dos Produtores de Açúcar e do Álcool do Estado de Alagoas, implantou projeto que permitiu a exportação de açúcar especial para o mercado europeu, com tecnologia do grupo Tate and Lyle, mediante empréstimo de 120 milhões de dólares, com o aval governamental. Contratado pelo grupo Reynolds, da Virgínia (EUA), implantou no Brasil o primeiro projeto para fabricação de latas de alumínio em Pouso Alegre (MG). Em 1992 aposentou-se do serviço público, passando a dirigir a representação do grupo suíço Sulcafina International, em Nova Iorque, para importação de café e açúcar e revenda desses produtos nos Estados Unidos.

                Casou-se com Regina Areas de Andrade Pinto, com quem teve dois filhos.

 

FONTES: CONSULT. MAGALHÃES, B., ENTREV. BIOG.; Globo (13/11/81); Jornal do Brasil (4 e 6/6/75, 20/12/78, 11 e 17/11/81); Perfil (1972); Rev. Comércio do Café (12/71); Veja (22/12/71).

 

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