PINTO, MARLUCE

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Nome: PINTO, Marluce
Nome Completo: PINTO, MARLUCE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PINTO, MARLUCE

PINTO, Marluce

*const. 1987-1988; dep. fed. RR 1987-1991; sen. RR 1991-2003.

Maria Marluce Moreira Pinto nasceu em Jaguaruana (CE), no dia 3 de junho de 1938, filha de José Severino Moreira e de Laura Correia Moreira.

Concluiu os estudos básicos em 1958, no Colégio São João, de Fortaleza, cidade onde mais tarde cursou gerência empresarial (1970).

Diretora e superintendente da Betunorte S.A. (1969-1979) e da Rodolider S.A. (1973-1979), nesse mesmo período presidiu a M. M. Moreira Ltda. (1976), tornando-se sócia majoritária da M. M. Moreira Transportes Ltda. Transferindo-se para Roraima em 1979, coordenou inclusive a parte administrativa do setor social do governo exercido pelo marido, Otomar Pinto, do Partido Democrático Social (PDS). À frente também do Programa Nacional do Voluntariado, ficou conhecida pela população de Boa Vista como a “mãe dos pobres”. Permaneceu em ambos os cargos até 1983.

Presidente do diretório regional do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) desde 1983, no pleito de novembro de 1986 elegeu-se deputada federal constituinte graças à sobra da legenda de Otomar, que obteve a maior votação proporcional do país. Empossada em 1º de fevereiro de 1987, foi titular da Subcomissão da União, Distrito Federal e Territórios, da Comissão da Organização do Estado — empenhando-se na elevação de Roraima à condição de estado — e suplente da Subcomissão do Poder Executivo, da Comissão da Organização dos Poderes e Sistema de Governo.

Nas principais votações da Assembléia Nacional Constituinte votou a favor do rompimento de relações diplomáticas com países que praticassem políticas de discriminação racial, da nacionalização do subsolo, do limite de 12% ao ano para os juros reais, da soberania popular, do mandado de segurança coletivo, do voto facultativo aos 16 anos, do presidencialismo, do mandato de cinco anos para o então presidente José Sarney, da remuneração 50% superior para o trabalho extra, do turno ininterrupto de seis horas, do aviso prévio proporcional, da anistia aos micro e pequenos empresários e da legalização do jogo do bicho. E contra a pena de morte, a limitação do direito de propriedade, a estatização do sistema financeiro, a limitação de encargos da dívida externa, a proibição do comércio de sangue, a jornada semanal de 40 horas, a estabilidade no emprego, a criação de um fundo de apoio à reforma agrária e a desapropriação da propriedade produtiva.

Cumprindo missões oficiais, viajou ao exterior em maio de 1988, como integrante da delegação brasileira ao Congresso Interparlamentar, na Guatemala, e, em agosto de 1989, à China, a convite do governo daquele país. Nessa legislatura fez parte das comissões de Fiscalização e Controle (1989) e de Minas e Energia (1989-1990).

Nas eleições de outubro de 1990 elegeu-se senadora pela legenda do PTB com um mandato de apenas quatro anos. Convertido em estado, Roraima adquiriu o direito a três vagas no senado, mas somente o candidato mais votado teria um mandato integral de oito anos. Em dezembro, acompanhou o marido, eleito governador, em visitas aos Estados Unidos e à Alemanha.

Presidente da comissão mista destinada a reavaliar o Projeto Calha Norte (1991-1992), titular das comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional, de Serviços de Infra-Estrutura e de Assuntos Sociais (1991-1994), participou da comissão especial formada por iniciativa do presidente da República, Itamar Franco, para instituir o Código de Trânsito Brasileiro (1994), e da Comissão de Orçamento (1994-1995), tendo exercido a secretaria-geral do Parlamento Amazônico (1993-1994).

No pleito de outubro de 1994 reelegeu-se pela mesma legenda com a maior votação do estado. Sob acusações diversas — propaganda eleitoral antecipada, abuso do poder econômico, uso indevido da gráfica do Senado e de veículos durante a campanha —, o Tribunal Regional Eleitoral cassou seu registro. Mesmo assim foi empossada, em 1995. Titular das comissões de Educação e de Relações Exteriores e Defesa Nacional, deixou o PTB em junho, filiando-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Em setembro voltou à China, representando o Congresso Nacional na Conferência da Mulher, em Pequim.

Presidente da comissão parlamentar de inquérito sobre a exploração do trabalho infantil em várias fábricas de calçados instaladas no Rio Grande do Sul (1997), no pleito de outubro de 1998 concorreu ao governo de Roraima por uma coligação liderada pelo PMDB, perdendo para Neudo Campos, que rompera o acordo firmado com Otomar Pinto de não se candidatar à reeleição, apoiando-a. Após a derrota nas urnas deu continuidade ao seu mandato no Senado, que se encerraria em janeiro de 2003.

No pleito de 2002 tentou reeleger-se a uma vaga no Senado pela legenda do PMDB, mas não obteve sucesso.

Em 2007, foi nomeada secretária de Estado do Trabalho e Bem Estar Social do governo do estado de Roraima, durante o mandato de seu marido, Otomar Pinto, eleito governador do estado nas eleições de 2006.

Do casamento com Otomar Pinto teve uma filha, Otília Pinto, que foi prefeita de Rorainópolis (RR) de 2001 a 2004.

 

 

FONTES: Diário Oficial do Estado de Roraima. (25/2/09). Disponível em : <http://www.imprensaoficial.rr.gov.br/diarios/doe-20090225.pdf>. Acesso em : 23 nov. 2009; Estado de S. Paulo (24/7/91, 20/10/94 e 30/7/97); Folha de S. Paulo (29/7/96 e 9/5/97); Jornal do Brasil (23/10/90, 7/7/93, 26/10/94, 5/2, 6/2 e 7/7/97); Portal do TSE. Resultado eleição 2002. Disponível em : <http://www.tse.gov.br/internet/eleicoes/2002/ result_blank.htm>. Acesso em : 23 nov. 2009; SENADO. Senadores (1991).

 

 

 

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