PIRES, SERGIO DE ARI

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Nome: PIRES, Sergio de Ari
Nome Completo: PIRES, SERGIO DE ARI

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PIRES, Sérgio de Ari (VERIFICAR)

PIRES, Sérgio de Ari

*militar;  comte. II Ex.1981-1984; min. STM 1984-1989.

               

                Sérgio de Ari Pires nasceu no Rio  de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 16 de agosto de 1918, filho de Mário de Ari Pires e de Hermezília Dantas dos Santos. Seu pai seguiu a carreira militar, chegando à patente de marechal. Entre outros cargos, foi chefe de gabinete de Nestor Sezefredo Passos, ministro da Guerra de Washington Luís e ministro do Superior Tribunal Militar (STM).

                Após ter cursado o Colégio Militar do Rio de Janeiro, sentou praça em abril de 1937, na Escola Militar do Realengo, chegando dois anos depois a aspirante da arma de artilharia. Entre os seus colegas de turma estava o futuro presidente da República, João Batista Figueiredo. Foi promovido a 2º tenente em dezembro de 1940, a 1º tenente em outubro de 1942, e chegou a capitão em  junho de 1945. Neste último ano, seu pai, o marechal Mário de Ari Pires, participou da conspiração que culminou com a  derrubada do presidente Getúlio Vargas em 29 de outubro de 1945, abrindo caminho para a eleição do general Eurico Dutra para a presidência do país, em dezembro seguinte.

                Conhecido por ter tido todas as suas promoções pelo critério de merecimento, tornou-se major em janeiro de 1952, chegou a tenente-coronel em agosto de 1960, ocasião em que ocupou o cargo de adjunto do gabinete do ministro da Guerra de Juscelino Kubitschek, general Odílio Denis.       

                Participou da articulação do movimento político-militar de 31 de março de 1964 que depôs o presidente João Goulart (1961-1964). Em abril de 1965, ascendeu a coronel, assumindo a chefia de gabinete da Secretaria-Geral do Exército entre 1967 e 1969, ocasião em que o marechal Artur da Costa e Silva exerceu a  presidência da República.

                Antes do generalato, fez os cursos da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (ESAO), Escola de Comando e Estado Maior do Exército (ECEME), Escola Superior de Guerra (ESG). Exerceu também outras funções: nos cargos de oficial subalterno e comandante de subunidade do 3º Regimento de Artilharia Montada, em Curitiba, adjunto do Estado Maior da 4ª Região Militar e 4ª Divisão de Exército (DE), adjunto da 2ªseção do Estado-Maior do Exército, adjunto da Diretoria Geral de Ensino.

                Promovido durante o governo do general Emílio Garrastazu Médici (1969-1974), chegou ao generalato em 1973. Como general-de-brigada, assumiu seu primeiro cargo como titular da Diretoria de Assuntos Culturais, Educação Física e Desportos do Exército, diretoria por ele mesmo organizada. Presidente da Comissão de Desportos do Exército, em seguida assumiu o comando da Artilharia Divisionária da 4a. DE, em Minas Gerais

                Em maio de 1976 tornou-se comandante da 2ª Brigada de Infantaria, sediada em Niterói (RJ), ocasião em que conheceu o futuro ministro do Exército, o general Válter Pires de Carvalho e Albuquerque, que neste período era comandante da 1ª Divisão do Exército. Em novembro do ano seguinte, durante o governo do general Ernesto Geisel (1974-1979),. foi nomeado general-de-divisão. Nessa patente, assumiu o comando da 10ª Região Militar, com sede em Fortaleza.

                Empossado na pasta do Exército, o general Válter Pires (1979-1985) nomeou o "general Sérgio" (seu nome de guerra) para a sua chefia de gabinete, cargo que ocupou até agosto de 1981. Promovido em julho deste ano a general-de-exército, foi então designado comandante do II Exército, com jurisdição na época sobre São Paulo e Mato Grosso e sede em São Paulo. Substituiu neste comando o general Milton Tavares de Sousa, que havia falecido, tendo o general Henrique Beckman Filho recebido o cargo de comandante interino até a sua posse.

                Deixou o comando do II Exército em maio de 1984, depois de dois anos e oito meses naquele comando, sendo substituído pelo general Sebastião José Ramos de Castro. Naquele mesmo mês, preenchendo a vaga do general José Fragomeni, que havia falecido em fevereiro de 1984, tornou-se ministro do Supremo Tribunal Militar (STM). O exercício deste cargo garantiu-lhe mais cinco anos em sua carreira militar, que se encerraria aos 66 anos, em agosto de 1984. Passou para reserva em 1989, ao deixar o STM.

                               Enquanto oficial superior, foi instrutor da ESAO e chefe da edição brasileira da revista militar norte-americana Military Review, da Escola  de Comando e Estado-Maior do Exército dos Estados Unidos, em Fort Leavenworth. Foi ainda chefe do Estado-Maior da 4ªRegião Militar e da 4ª Divisão de Exército, adjunto da 2ª seção do Estado-Maior das Forças Armadas, comandante do 4º grupo  de artilharia de campanha, em Juiz de Fora (MG), chefe da assessoria executiva do gabinete do ministro do Exército, subchefe do gabinete do ministro do Exército e ainda chefe do gabinete do ministro do Exército, no Rio de Janeiro.

                Casou-se com Zoé Fornari de Ari Pires, com quem  teve três filhas.

 

FONTES: CURRIC. BIOG.; MIN. EXEC. Almanaque  (1976 e 1984); Estado de São Paulo (28/11/76, 1/8/81, 2/8/81, 13/8/81, 6/9/81, 9/9/81, 10/9/81, 11/9/81, 20/11/81, 4/3/84, 4/4/84); Folha de São Paulo (1/8/81, 13/8/81, 11/9/81, 22/4/82, 31/3/83); Globo (1/8/81, 3/7/82, 28/11/82, 18/5/84); Jornal do Brasil (3/5/76, 5/5/76, 1/8/81, 1/3/84); Veja (13/7/83).

 

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