RICARDO MORAIS DE SOUSA

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Nome: MORAIS, Ricardo
Nome Completo: RICARDO MORAIS DE SOUSA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MORAIS, RICARDO

MORAIS, Ricardo

*dep. fed. AM 1991-1995.

Ricardo Morais de Sousa nasceu em Manicoré (AM) no dia 9 de junho de 1958, filho de Luís Moreira de Sousa e de Teresinha Morais de Sousa.

Operário numa indústria da Zona Franca de Manaus, foi coordenador da Pastoral Operária de Manaus de 1980 a 1983. No ano seguinte, tornou-se presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de seu estado e, em 1986, da Central Única dos Trabalhadores (CUT) amazonense. Nas eleições municipais de novembro de 1988, disputou pelo Partido dos Trabalhadores (PT) uma cadeira na Câmara de Vereadores de Manaus. Apesar de ter sido o segundo candidato mais votado no partido, não conseguiu se eleger, porque a legenda não alcançou o coeficiente eleitoral determinado pela legislação. No ano seguinte, deixou a presidência do sindicato dos metalúrgicos, tornando-se, em seguida, secretário de formação política desse sindicato. Nesse mesmo ano de 1989 foi eleito, na convenção do PT, presidente do diretório regional do partido.

Nas eleições de outubro de 1990, elegeu-se o primeiro deputado federal do PT no Amazonas. Assumindo seu mandato na Câmara dos Deputados em fevereiro do ano seguinte, tornou-se membro titular da Comissão de Minas e Energia e suplente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática.

Em maio de 1992, a revista Veja publicou entrevista de Pedro Collor, irmão do então presidente da República Fernando Collor (1990-1992), na qual denunciava um esquema de corrupção existente no governo sob o comando de Paulo César Farias, o PC, ex-tesoureiro de campanha do presidente. No mês seguinte, o Congresso instaurou uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar a denúncia. As conclusões da CPI levaram ao envolvimento do presidente num amplo esquema de corrupção liderado por Paulo César Farias, e foi pedido o afastamento de Collor. Na sessão realizada no dia 29 de setembro daquele ano, a Câmara dos Deputados aprovou a admissibilidade do impeachment do presidente, com voto favorável de Ricardo Morais. Afastado da presidência após a votação na Câmara, renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado, que decidiu pelo impedimento do presidente. Foi então efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já exercia o cargo interinamente desde 2 de outubro.

Em abril de 1993, a executiva nacional do PT cogitou expulsar Ricardo Morais do partido, em razão de suspeitas de irregularidades em sua gestão à frente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas e do diretório regional do partido. Foi acusado de obter empréstimos pessoais em nome da entidade sindical que presidia para a construção de sua residência, além de haver efetuado compras particulares utilizando o prestígio de que desfrutava como presidente regional do PT. Morais pediu seu afastamento temporário da agremiação, a fim de que fossem esclarecidas as suspeitas nas quais estaria envolvido. Ainda durante essa legislatura, desligou-se definitivamente do PT e ingressou no Partido Socialista Brasileiro (PSB).

Em outubro de 1994, concorreu à reeleição na legenda do PSB, mas obteve apenas uma suplência. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1995, ao término da legislatura. Não disputou nenhum cargo eletivo no pleito de outubro de 1998.

Casou-se com Maria Auxiliadora Silva de Sousa, com quem teve dois filhos.

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); Jornal do Brasil (18/5/93); Olho no voto/Folha de S. Paulo (18/9/94).

 

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