ROMILDO MAGALHAES DA SILVA

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: MAGALHÃES, Romildo
Nome Completo: ROMILDO MAGALHAES DA SILVA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MAGALHÃES, Renildo

MAGALHÃES,  Romildo 

* gov. AC 1992-1995.

 

Romildo Magalhães da Silva nasceu em Feijó (AC) no dia 9 de abril de 1946, filho de Francisco Nogueira da Silva e de Altina Magalhães da Costa e Silva.

Ingressou na política filiando-se à recém-criada Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Nessa legenda foi eleito vereador em sua cidade natal no pleito de novembro de 1966, assumindo o mandato em janeiro do ano seguinte. Reeleito para mais duas legislaturas, permaneceu na Câmara dos Vereadores até 1979, quando foi nomeado, pelo então presidente João Figueiredo (1979-1985) prefeito de Feijó, por ser o município, como todos os do Acre, área de segurança nacional.

Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se no ano seguinte ao Partido Democrático Social (PDS), sucessor da Arena no apoio ao governo. Permaneceu na chefia do Executivo municipal até 1982, quando se desincompatibilizou do cargo para concorrer a uma cadeira no Legislativo estadual. No pleito de novembro desse ano foi eleito deputado estadual na legenda do PDS. Assumindo sua cadeira na Assembléia Legislativa do Acre em fevereiro do ano seguinte, nas eleições de novembro de 1986 foi reeleito para o Legislativo do estado, desta feita com poderes de constituinte.

Iniciando novo período legislativo em fevereiro de 1987, com a promulgação da nova Constituição federal em 5 de outubro do ano seguinte, foi instalada a Constituinte estadual em fevereiro de 1989. Participou ativamente dos trabalhos e, após a promulgação da nova Carta estadual, voltou a exercer o seu mandato ordinário. Durante este seu segundo mandato integrou a Mesa Diretora da Assembléia como primeiro-secretário. Em 1990 teve seu nome homologado na convenção do PDS para compor, como vice-governador, a chapa do partido encabeçada pelo também deputado estadual Edmundo Pinto, para concorrer, sem coligação, ao Executivo estadual.

No pleito de outubro desse ano os candidatos do PDS ficaram em primeiro lugar, mas, como não obtiveram a maioria absoluta, classificaram-se para o segundo turno em 15 de novembro, no qual venceram Jorge Viana, candidato da coligação comandada pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Diante disso, assumiu sua cadeira no Executivo estadual em março do ano seguinte. Sua relação com o governador Edmundo Pinto não era das melhores. Numa oportunidade em que o governador se ausentou por apenas três dias, em visita ao Pará, Romildo demitiu um secretário, provocando a renúncia dos demais, em solidariedade. A situação foi restabelecida com o retorno do governador. Após o assassinato de Edmundo Pinto, ocorrido em São Paulo em maio de 1992, Romildo Magalhães assumiu o governo do estado, em caráter efetivo, no dia 20 desse mês.

Com a fusão do PDS com o Partido Democrata Cristão (PDC) em abril de 1993, da qual surgiu o Partido Progressista Reformador (PPR), Romildo filiou-se a essa nova agremiação. Permaneceu na chefia do Executivo estadual até 1º de janeiro de 1995, quando passou o cargo a Orleir Cameli, eleito em outubro do ano anterior. Após nova fusão, ocorrida em agosto desse ano, entre o PPR e o Partido Progressista (PP), surgindo daí o Partido Progressista Brasileiro (PPB), Magalhães filiou-se a essa legenda, pela qual foi eleito prefeito de Feijó nas eleições de outubro de 1996.

Assumindo sua cadeira na prefeitura de sua cidade natal em janeiro de 1997, permaneceu na chefia do Executivo municipal somente até março seguinte, quando renunciou ao cargo, no qual foi substituído pelo vice-prefeito Aurélio de Sousa Braga. A partir de então passou a se dedicar exclusivamente às suas atividades de micro-empresário no ramo de pesca e de restaurante. Mesmo assim, voltou a concorrer a uma cadeira na Assembléia Legislativa estadual no pleito de outubro de 1998 na legenda do PPB, mas não conseguiu se eleger.

Foi casado com Mariúcia Sampaio da Silva, com quem teve quatro filhos. De um segundo casamento com Antônia Fernandes de Freitas teve um filho. Casou-se, posteriormente, com Valmira do Carmo Firmino, com quem não teve filhos.

 

FONTES: INF. BIOG.; TRIB. REG. ELEIT. Relação (1998); TRIB. SUP. ELEIT. Resultado (1998).

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados