Roseana Macieira Sarney

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Nome: SARNEY, Roseana
Nome Completo: Roseana Macieira Sarney

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

 SARNEY, Roseana

*dep. fed. MA 1991-1995; gov. MA 1995-1998; 1999-2002; 2009-.

Roseana Macieira Sarney nasceu em São Luís no dia 1º de junho de 1953, filha de José Sarney e de Marli Macieira Sarney. Seu pai, muito influente no Maranhão e na política nacional, foi deputado federal (1956, 1957 e 1959-1966), governador (1966-1970) e senador (1971-1985) pelo Maranhão, presidente da República (1985-1990), e senador pelo Amapá a partir de 1991. Seu irmão, José Sarney Filho, também se lançou na política e tornou-se deputado federal pelo seu estado a partir de 1983 e ministro do Meio Ambiente em janeiro de 1999.

Formou-se em ciências sociais e políticas na Universidade de Brasília (UnB), no Distrito Federal, em 1978.

Em 1975, quando José Reinaldo Tavares foi nomeado para a superintendência da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) em Brasília, Roseana foi convidada a trabalhar nesse órgão. Pouco depois foi posta em disponibilidade e passou a servir como chefe de gabinete do pai no Senado. Entre os anos de 1983 e 1984, durante o governo de Luís Rocha, foi secretária extraordinária do Maranhão, exercendo suas atividades em Brasília.

Em 1984 foi votada na Câmara a emenda Dante de Oliveira, que propunha a realização de eleições diretas para a presidência da República ainda naquele ano. Com a derrota da emenda, os partidos de oposição — exceto o Partido dos Trabalhadores (PT) —, liderados pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), e os dissidentes da legenda governista Partido Democrático Social (PDS) — reunidos na Frente Liberal — formaram a Aliança Democrática e lançaram o governador de Minas Gerais Tancredo Neves e o senador pelo Maranhão José Sarney, respectivamente, candidatos à presidência e à vice-presidência da República. Durante a campanha, Roseana Sarney atuou na coordenação da Aliança Democrática junto ao Congresso Nacional. Tancredo e Sarney foram eleitos indiretamente pelo Colégio Eleitoral em janeiro de 1985, derrotando os candidatos governistas Paulo Maluf e Flávio Marcílio. Em março, contudo, Tancredo adoeceu e ficou impedido de tomar posse no cargo, sendo substituído interinamente por Sarney. Com a morte de Tancredo em abril seguinte, Sarney foi efetivado na presidência da República.

Durante o mandato presidencial de seu pai, Roseana tornou-se assessora parlamentar do Gabinete Civil da Presidência da República, atividade que contribuiu para o esvaziamento do poder do ministro-chefe do Gabinete, José Hugo Castelo Branco, indicado por Tancredo Neves. Permaneceu nessa função até 1989, passando pelas gestões dos ministros Marco Maciel e Ronaldo Costa Couto. Durante o período de elaboração da nova Constituição, participou ativamente das articulações junto aos constituintes para assegurar a aprovação do mandato de cinco anos para o presidente José Sarney, o que acabou ocorrendo.

Já separada do marido Jorge Murad, em outubro de 1990 elegeu-se deputada federal pelo seu estado natal na legenda do Partido da Frente Liberal (PFL). Baseando sua campanha eleitoral em ataques ao governo do presidente Fernando Collor (1990-1992), foi a deputada mais votada do Maranhão, com 44.785 votos. Assumiu uma cadeira na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1991 e tornou-se membro titular da Comissão de Economia, Indústria e Comércio e suplente da Comissão de Relações Exteriores. Juntamente com outros deputados do Maranhão, compôs o grupo de cerca de 30 parlamentares chamado de “sarneísta” — em alusão à liderança exercida por seu pai, já então senador pelo PMDB do Amapá. Este grupo tinha como principais membros os deputados federais filiados ao PFL maranhense: Sarney Filho, César Bandeira, Costa Ferreira, José Reinaldo Tavares e Ricardo Murad, cunhado de Roseana, e ainda Paulo Marinho, do Partido Social Cristão (PSC), e Nan Sousa, do Partido Social Trabalhista (PST). Também integravam o grupo os deputados federais Roberto Cardoso Alves, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB-SP), Aníbal Teixeira (PTB-MG) e Vicente Fialho (PFL-CE). Roseana resistiu à formação de um bloco parlamentar para apoiar o governo, composto pelo PFL e o Partido da Reconstrução Nacional (PRN) — ao qual pertencia o presidente Collor —, e ameaçou criar uma dissidência, caso o seu partido mantivesse uma postura governista.

Em maio de 1992, a revista Veja publicou uma entrevista de Pedro Collor, irmão do presidente, denunciando a existência de um esquema de corrupção no governo sob o comando de Paulo César Farias, o PC, ex-tesoureiro da campanha presidencial. A denúncia levou o Congresso a instalar no mês seguinte uma comissão parlamentar de inquérito (CPI), que concluiu pelo envolvimento do presidente e pediu seu afastamento. Em agosto, Roseana foi escolhida para ser a coordenadora da comissão suprapartidária da campanha pró-impeachment na Câmara, escolha atribuída à sua facilidade em dialogar com os partidos e experiência em conseguir votos no Congresso. Seu desempenho nessa comissão acabou lhe valendo o título de “musa do impeachment”. Na sessão da Câmara dos Deputados de 29 de setembro de 1992, Roseana votou a favor do afastamento de Collor, que foi substituído no início de outubro pelo vice-presidente Itamar Franco. O afastamento definitivo do presidente e a cassação dos seus direitos políticos foram decididos pelo Senado em dezembro seguinte.

Em outubro de 1993, o senador José Sarney foi citado nas investigações da CPI sobre irregularidades na Comissão de Orçamento, instaurando-se suspeitas sobre a origem dos bens de sua família. Na imprensa, apareceram denúncias de que Roseana tivera algumas despesas pagas por Edemar Cid Ferreira, um lobista amigo de seu pai e genro do senador maranhense Alexandre Costa. Em dezembro, foi envolvida nas investigações da CPI por ter seu nome mencionado nos documentos apreendidos na casa do empreiteiro Norberto Odebrecht. Diante desse fato, a quebra de seu sigilo bancário foi pedida pelo deputado Luís Alfredo Salomão, do Rio de Janeiro, líder do Partido Democrático Trabalhista (PDT) na Câmara, mas o pedido não foi aprovado pela Subcomissão de Emendas da CPI, que inocentou Roseana.

Ainda em dezembro, em reunião com o presidente Itamar Franco e com o então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, discutiu uma forma de afastar Alexandre Costa, do PFL, do cargo de ministro da Integração Regional, em razão de desentendimentos com o ministro do Bem-Estar Social, Jutaí Júnior. Costa acabou deixando o cargo.

Em maio de 1994, após concluir a formação de uma coligação denominada Frente Popular, com o PMDB, o PSC, o PTB, o Partido Progressista (PP), o Partido Republicano Progressista (PRP), o Partido Social Democrático (PSD) e o Partido Liberal (PL), seu nome foi homologado na convenção do PFL para disputar o governo do Maranhão, tendo como companheiro de chapa o também deputado do PFL José Reinaldo Tavares. Sendo esse também um ano de eleição para a presidência da República, somente em julho declarou seu apoio ao candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Fernando Henrique Cardoso. Roseana justificou a demora na definição do apoio à possibilidade de seu pai sair candidato à presidência e ao fato do PSDB não participar da coligação pela qual ela disputaria o governo maranhense. Com isso, Fernando Henrique se comprometeu a apoiar a candidatura de Roseana a despeito de seu partido participar da coligação adversária, União pelo Maranhão, comandada pelo Partido Progressista Reformador (PPR), do senador Epitácio Cafeteira — ex-governador e adversário de Roseana na disputa pelo cargo —, e integrada ainda pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB).

Roseana contou também com o apoio do ex-governador Édison Lobão e do senador Alexandre Costa, ambos seus correligionários e candidatos ao Senado. No decorrer da campanha eleitoral, houve uma disputa acirrada na imprensa maranhense, tendo, de um lado, as empresas controladas pela família Sarney e, de outro, aquelas controladas pelo ex-governador João Castelo, antigo adversário político de Cafeteira que se tornara seu aliado para lutar contra a hegemonia dos Sarney no estado. Em setembro, o procurador regional eleitoral do Maranhão pediu a impugnação da candidatura de Roseana e de Alexandre Costa e Edson Lobão, alegando uso ilegal da gráfica do Senado para a confecção de cadernos escolares.

Nas eleições de outubro de 1994, Roseana obteve a primeira colocação, com 541.005 votos (47,2% dos votos válidos) contra 353.032 (30,8%) de Epitácio Cafeteira, segundo colocado, passando ambos à disputa no segundo turno. Durante a campanha eleitoral que se seguiu, Roseana contou com a participação mais intensa de seu pai e obteve o apoio de 128 prefeitos maranhenses, enquanto Cafeteira, baseando sua campanha em ataques ao domínio de José Sarney na política estadual e com recursos financeiros muito inferiores, somou o apoio de apenas seis prefeitos. No dia 15 de novembro, num pleito agitado, cuja segurança foi garantida por tropas federais, e após uma disputa acirrada, Roseana elegeu-se governadora com 753.901 votos (50,6%), contra 735.841 (49,4%) de Cafeteira. Dessa forma, tornou-se a primeira mulher no país a ocupar a chefia do Poder Executivo estadual.

Segundo reportagem da revista Caros Amigos, publicada em março de 2002, tal eleição teria sido marcada por inúmeras fraudes. O colunista Márcio Moreira Alves, do jornal O Globo, chegou a denunciar que o próprio senador Cafeteira teria recebido uma quantia para não tornar pública a fraude, que estaria devidamente documentada, aceitando sua derrota e não levando adiante seu recurso junto ao TSE.  Jamais qualquer uma das partes respondeu a acusação do jornalista.

 

O PRIMEIRO MANDATO NO GOVERNO DO MARANHÃO (1995-1998)

Roseana renunciou ao mandato de deputada federal em 1º de janeiro de 1995, tendo sido sua cadeira na Câmara ocupada pelo suplente Albérico Filho, e assumiu nessa mesma data o governo do estado. Ainda em janeiro, decretou a intervenção no município de Imperatriz, o segundo mais populoso do Maranhão, devido à ocupação das sedes da prefeitura e da Câmara Municipal por um movimento popular, denominado Fórum da Sociedade Civil de Imperatriz, que exigia a destituição do prefeito Salvador Rodrigues, acusado de desmandos administrativos. Em novembro, acusou Cafeteira de tentar desestabilizar a candidatura de José Sarney à presidência do Senado através de denúncias de irregularidade nas eleições estaduais do Maranhão.

Tomou a iniciativa de convocar uma reunião entre governadores de vários partidos que aconteceu em março e contou com a presença dos governadores Miguel Arrais (PSB-PE), Eduardo Azeredo (PSDB-MG), Dante de Oliveira (PDT-MT), Cristovam Buarque (PT-DF) e Vítor Buaiz (PT-ES). Na reunião, foi reconsiderada a idéia de criação de um fórum de governadores, mas ficou decidida a formulação de uma agenda mínima para negociar com o governo federal. Em junho de 1995, lançou o projeto Primeiro Emprego, destinado a inserir jovens no mercado de trabalho através da oferta de estágios conveniados com empresas privadas.

Enfrentou algumas divergências com o governo federal. Queixou-se da falta de verbas para o Maranhão e mostrou-se claramente contrária à proposta de reforma tributária que pretendia criar um Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) federal e pôr fim à autonomia dos estados para fixar as alíquotas do referido imposto. Enfatizando a política de saneamento financeiro do estado, extinguiu dez empresas estatais e privatizou outras três, em seis meses de governo. Apresentou uma proposta de federalização dos bancos estaduais nordestinos, defendendo que deveriam ser transformados em bancos de desenvolvimento e fundidos ao Banco do Nordeste.

Para conter gastos com salários de servidores públicos, suspendeu o pagamento de 1/3 das férias, cortou vários cargos e funções gratificadas e promoveu um programa de demissões voluntárias. Também buscou fórmulas para conter os altos salários e pensões pagos pelos cofres do estado, reduzindo até mesmo a pensão que o seu pai recebia por ser ex-governador. Com a adoção de medidas de saneamento das contas, conseguiu, em outubro de 1995, a autorização do Ministério da Fazenda para um empréstimo de emergência na Caixa Econômica Federal para socorrer as finanças do estado. Em novembro, aproveitando-se das articulações em torno da votação do Fundo Social de Emergência (FSE), Roseana procurou os líderes partidários e ministros de Estado e propôs um acordo que garantisse o repasse de verbas aos estados em troca do apoio à aprovação do FSE por dois anos. Em meados de 1996, com o intuito de levantar investimentos para aplicar em infra-estrutura, reivindicou ao ministro da Fazenda Pedro Malan um tratamento privilegiado para o refinanciamento da dívida interna do estado e para o repasse de verbas federais, argumentando que o governo maranhense estava com as finanças ordenadas.

Ainda em 1996, criticou o pai, então presidente do Senado, por não ter recebido o presidente do Peru, Alberto Fujimori, que visitava o Congresso Nacional. Defendeu a reeleição do presidente da República Fernando Henrique Cardoso e conseguiu junto a ele a inclusão da ferrovia Norte-Sul no plano de metas do governo federal, obra inacabada da administração de José Sarney que beneficiaria o estado do Maranhão. Durante as discussões sobre a escolha de um estado para sediar a instalação de uma refinaria da Petrobras, Roseana sustentou a necessidade do estabelecimento de critérios técnicos e econômicos. Defendeu a revisão constitucional, que estabelecia o fim do monopólio federal sobre as atividades e negócios de refino e de transporte, importação e exportação de óleo cru, gás natural e produtos diretamente derivados dessas matérias-primas.

Rompido politicamente com a cunhada desde 1994, Ricardo Murad entrou com ação declaratória na Justiça Eleitoral, em novembro de 1997, para esclarecer que o segundo casamento de Roseana com Jorge Murad, previsto para o final desse mês, tinha como intenção prejudicá-lo politicamente. Como cunhado de Roseana, não poderia candidatar-se a nenhum cargo eletivo, contrariando suas expectativas de concorrer a vice-governador do Maranhão na chapa encabeçada por Cafeteira, principal adversário da governadora no pleito de outubro do ano seguinte. Impossibilitado de compor a chapa para o governo do estado, Murad acabou tendo sua candidatura ao Senado impugnada pela Justiça Eleitoral.

Com a aprovação da emenda constitucional que permitia aos ocupantes do Poder Executivo concorrerem à reeleição, Roseana articulou uma coligação, comandada pelo PFL e integrada pelo PMDB, Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Partido Liberal (PL) e por agremiações menores, pela qual concorreria a um novo mandato. Entre 6 de junho e 28 de setembro de 1998, esteve por três vezes licenciada do governo para tratamento de saúde, sendo substituída pelo vice-governador José Reinaldo Tavares. Nesse período foi submetida a duas operações no Instituto do Coração, em São Paulo. Reassumiu o governo pouco antes das eleições, tendo participado ainda dos últimos programas de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão.

Em outubro de 1998, somando 1.005.399 votos (66,01% dos votos válidos), voltou a derrotar o senador Epitácio Cafeteira, que obteve 401.439 (26,35%), desta vez já no primeiro turno. Logo após as eleições, voltou a se licenciar do cargo por mais 30 dias para complementar o seu período de convalescença. Iniciou novo período à frente do governo maranhense em 1º de janeiro de 1999.

 

O segundo mandato no governo do Maranhão  (1999-2002)

Roseana Sarney, neste segundo momento de seu governo no Maranhão, deu continuidade a muitos dos projetos iniciados no primeiro mandato. Entretanto, este período também foi marcado por inúmeras denúncias contra sua administração.

Em agosto de 1999, foi aprovado o projeto de criação da fábrica Usimar, no valor de R$1,7 bilhões.  A empresa, localizada em São Luís, seria responsável pela fabricação de blocos de motores e peças de alumínio e aço fundido, que seriam vendidos para empresas como Volkswagen, Ford e Audi. Segundo matéria publicada na revista Veja em março de 2002, o investimento para sua construção teria sido dividido entre a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), o governo do Maranhão e Teodoro Hübner Filho, dono de uma fábrica de autopeças em Curitiba. Em poucos meses, cerca de R$44 milhões da Sudam teriam sido repassados para os responsáveis pelo projeto. Após três anos, a obra permanecia parada. As altas cifras que envolveram a criação da fábrica teriam chamado a atenção do Ministério Público, que iniciou uma investigação sobre o caso, tendo descoberto fraudes e desvio de dinheiro.

 Em junho de 2000, houve a privatização da Companhia Energética do Estado do Maranhão (Cemar). No ano seguinte, foi movida uma ação popular contra essa venda, alegando que a empresa, na transação, havia sido subvalorizada, e que havia causado prejuízos à população pela possível redução da qualidade dos serviços prestados. Nesse período, a companhia passou a apresentar problemas econômico-financeiros, colocando em risco a adequada prestação do serviço público de distribuição de energia elétrica no estado do Maranhão. Em 21 de agosto de 2002, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determinou a intervenção administrativa na Cemar por 180 dias, que foi prorrogada até 3 de maio de 2004. A Aneel coordenou o processo de alienação do controle acionário da Cemar como parte do processo de reestruturação da mesma. O deputado Wagner Lago (PDT-MA), em 2003, propôs à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle que investigasse o envolvimento da Aneel, do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) e da Eletrobrás na venda da companhia. Em março de 2005, a Justiça Federal no Maranhão extinguiu o processo movido pela ação popular sem julgar o mérito da ação. O juiz alegou que, como o leilão da empresa já havia ocorrido, não haveria mais motivo para o processo prosseguir.

Em 2000, Roseana voltou à sala de cirurgia. Em abril, foi operada para recompor uma fratura no joelho esquerdo e, em outubro, sofreu nova cirurgia para a retirada de um nódulo benigno do seio direito.

Nesse mesmo ano, em dezembro, em comemoração aos 500 anos da descoberta do Brasil pelos portugueses, foi inaugurada, no Convento das Mercês, a exposição “Mostra do Redescobrimento”. Segundo matéria da revista Carta Capital de 22 de novembro de 2005, teriam sido gastos R$4,6 milhões entre adaptações e aluguel do espaço para a exposição. O convento, desde 1992, pertence à Fundação José Sarney.

Também em 2000, de acordo com reportagem de Fausto Macedo, publicada em junho de 2007 no jornal O Estado de São Paulo, a União, por meio do Ministério de Integração Regional, e o estado do Maranhão, representado pela governadora Roseana Sarney e a Companhia de Água e Esgotos do Maranhão (Caema), teriam assinado um convênio no valor de R$ 300 milhões para duplicar a capacidade de produção de água da adutora do Sistema Italuís 1. A Comissão Permanente de Licitação (CPL) do governo de Roseana Sarney realizou uma concorrência pública, e firmou dois contratos de R$ 150 milhões cada com as empreiteiras baianas Gautama Ltda., do empresário Zuleido Veras, e com a OAS Ltda., pertencente a um genro de Antônio Carlos Magalhães. Dados oficiais, segundo a matéria, indicaram que a OAS e a Gautama receberam R$ 31 milhões antes que a Justiça mandasse interromper os novos repasses. Roseana, ainda em 2000, nomeou para a presidência da Caema o engenheiro baiano e ex-funcionário da Gautama, Thadeu Antônio Almeida de Oliveira Pinto, que ficou no cargo até 2002.

Em 2001, o governo utilizou a mídia e peças de publicidade como propaganda oficial para divulgar os investimentos no período junino – grande carro-chefe da política cultural do primeiro mandato. Nesse período, foi lançado um release para o jornal Gazeta Mercantil onde era reforçado o papel do Estado como patrocinador nos festejos: “Toda a programação junina não contou com o apoio ou patrocínio de nenhuma empresa da iniciativa privada, assumindo assim, o governo Roseana Sarney inteiramente com toda a despesa de gastos de pagamentos de cachês das brincadeiras, infra-estrutura nos arraiais e publicidade local.” Entretanto, o governo do Maranhão contou com o apoio do governo federal através do Prodetur (Projeto de Desenvolvimento para o Turismo), que investiu na divulgação do São João fora do estado e na organização no Maranhão, incluindo o pagamento de apresentações do Estado nos chamados arraiais extras, organizados por empresas, órgãos públicos ou clubes sociais e também nos de bairros organizados pelas próprias comunidades, a pedidos de políticos e arraiais de outros municípios.

No final de 2001, a governadora inaugurou o Parque Ecológico da Lagoa de Jansen. Anunciado como maior complexo cultural e de lazer no centro da capital São Luís, passou por um longo processo de recuperação urbanística e ambiental. A ausência do então prefeito da capital, Jackson Lago (PDT-MA), na cerimônia de inauguração, selou, de acordo com matéria publicada na Folha de São Paulo de 3 de janeiro de 2002, a ruptura definitiva entre ele e Roseana. Ela havia apoiado a reeleição de Lago à prefeitura, mas o afastamento entre os dois teria começado logo após as eleições.

O projeto de despoluição da Lagoa Jansen foi cercado por muita polêmica. Segundo matéria de Mauro Chaves no Estado de São Paulo, de 12 de janeiro de 2002, houve um investimento do governo federal no valor de R$60 milhões nessa obra, que não foi executada. Além disso, irregularidades como superfaturamento foram apontadas pelo Tribunal de Contas da União.

Durante o seu governo, Roseana Sarney deu continuidade ao Projeto Salangô, na cidade de São Mateus, que havia sido iniciado em 1992, no governo de Edison Lobão. Segundo denúncia do Jornal Pequeno, o projeto prometia irrigar cerca de 10.000 hectares para garantir emprego e renda para centenas de famílias por meio de colheitas de arroz irrigado, além de frutas variadas. A obra continuou no governo de Roseana Sarney, totalizando um investimento geral de mais R$70 milhões. A responsável pela obra foi a Coesa Engenharia, empresa ligada ao grupo OAS, empreiteira da Bahia. O projeto não foi bem-sucedido, e as famílias envolvidas teriam herdado inúmeras dívidas bancárias. Posteriormente, a Coesa foi anunciada como um dos grandes doadoras da campanha de Roseana para governadora do Maranhão, em 2006.

De acordo com matéria publicada no site do Jornal Pequeno em 31 de outubro de 2004, para a venda do Banco do Estado do Maranhão (BEM), o governo de Roseana Sarney teria contraído, em 13 de novembro de 1999, um empréstimo junto ao governo federal, de R$ 333 milhões de reais, para sanear o banco estadual, comprometendo-se em pagar em 30 anos, com juros de 6% ao ano e mais a atualização monetária. Como garantia, o governo maranhense ofereceu o Fundo de Participação Estadual e o Produto da Arrecadação do Imposto sobre produtos industrializados. O banco foi vendido para o Bradesco, em 10 de fevereiro de 2004, na primeira privatização do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelo valor de R$ 78 milhões.

Segundo matéria publicada na revista Veja de 27 de fevereiro de 2002, a administração de Roseana representou consideráveis avanços sociais no Maranhão, como a queda do analfabetismo e o aumento de crianças entre 7 e 14 anos matriculadas nas escolas. Além disso, houve também um grande aumento no número de domicílios com luz elétrica e saneamento básico. Entretanto, o Maranhão foi o estado brasileiro que apresentou o menor índice de aumento do PIB per capita entre os anos de 1992 e 1999, de mortalidade infantil e também de famílias que viviam com menos de um salário mínimo. Apesar desses dados e das inúmeras acusações sofridas durante seu segundo mandato, Roseana Sarney terminou seu governo com um índice de aprovação popular de 88%, de acordo com matéria da Veja, tendo sido a governadora mais popular do país.

 

AS ELEIÇÕES DE 2002

 

Durante os dois últimos anos de seu mandato como governadora, entre 2001 e 2002, surgiu intensa especulação sobre sua candidatura à presidência da República pelo PFL. A imprensa noticiou com alarde a possibilidade de uma mulher ocupar esse cargo, uma vez que pesquisas indicavam que Roseana estava na terceira posição, atrás de Luiz Inácio Lula da Silva e Ciro Gomes, com cerca de 15% das intenções de voto, ameaçando também o crescimento do candidato do PSDB, José Serra. Em algumas pesquisas, chegava à segunda posição. Em 2002, lançou-se como pré-candidata à presidência do país pelo PFL. A articulação e a ascensão repentina foram resultantes de um conjunto de ações envolvendo estratégia política e marketing político. As exposições na televisão, principalmente nos programas políticos do seu partido, proporcionaram notoriedade ao exibir a candidata em situações favoráveis, carismáticas, dirigidas pelo publicitário Nizan Guanaes. Foram 240 inserções nacionais, que transformaram Roseana no fenômeno de maior destaque das eleições. Foi articulado um merchandising positivo do Maranhão que incluiu a gravação de capítulos da novela da TV Globo O Clone (2001-2) nos Lençóis Maranhenses e um desfile nas escolas de samba carioca, sendo o Maranhão tema da escola Grande Rio. Roseana Sarney aparecia na imprensa como o “elemento-surpresa” nas eleições presidenciais daquele ano. Em janeiro de 2002, a pesquisa realizada pelo Datafolha chegou a apontar sua vitória sobre o candidato Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno; o placar dos votos seria de 46% para governadora e 40% para o candidato petista.

Nesse mesmo período, entretanto, a Confederação Nacional dos Bispos (CNBB) do Maranhão divulgou um documento no qual manifestava sua indignação e preocupação com os índices sociais e de corrupção no Estado governado desde 1995 por Roseana Sarney. Intitulado “Ao Povo do Maranhão”, o manifesto, que fora elaborado por 13 bispos na primeira semana do ano, pedia a alternância de poder no Estado, desde 1966 sob o comando do grupo do senador e ex-presidente da República José Sarney. Segundo matéria publicada na Folha Online em 10 de janeiro de 2002, o objetivo do manifesto era alertar o país em relação à imagem do Maranhão que vinham sendo transmitida em cadeia de rádio e TV desde o ano anterior por meio dos programas eleitorais do PFL. Para os partidários de Roseana, se tratou de um ataque direto à sua possível candidatura à presidência do país, que teria partido de membros do PT.

O momento favorável à candidatura de Roseana Sarney à presidência da República ruiu no dia 1º de março de 2002, quando uma operação da Polícia Federal, autorizada pela justiça, encontrou R$ 1,34 milhões (26.800 notas de R$ 50) no cofre da empresa Lunus, da qual era acionista majoritária com 82,50% do capital em sociedade com seu marido Jorge Murad (17,27%). Sem conseguir explicar a origem do dinheiro e gerando suspeitas sobre seu patrimônio pessoal (apresentou à Justiça uma lista de doadores que reunia parentes, amigos e empresários do Maranhão), a reação da opinião pública nacional foi imediata, descredenciando sua candidatura. No cofre também foram encontrados documentos que envolviam a Lunus em fraudes junto a Sudam, como o desvio de R$ 44 milhões, em obras superfaturadas. No dia 13 de abril de 2002, Roseana retirou-se oficialmente da corrida presidencial. A superexposição durante a candidatura inverteu-se negativamente para a imagem da candidata: denúncias sobre corrupção, críticas sobre sua gestão, questionamento de sua competência para desempenhar cargos públicos e os indicadores sociais negativos passaram a ser constantes nas pautas da mídia nacional.

Em outubro desse ano, durante sua campanha para senadora, foi submetida a mais uma cirurgia para a retirada de três nódulos benignos dos seios. Nesse mês, Roseana elegeu-se senadora pelo estado do Maranhão com 1.314.524 dos votos (70% dos votos válidos). Como senadora, participou como membro titular da Comissão de Assuntos Sociais e da Comissão de Educação. Foi também membro da Subcomissão Temporária da Criança, Adolescente e Juventude e do Conselho do Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz. 

Em dezembro de 2004, a senadora pediu afastamento por motivos de saúde, sendo substituída pelo primeiro suplente Mauro Fecury (PMDB-MA) em 16 de dezembro de 2004. Entretanto, no mesmo dia, Fecury entrou com requerimento de licença para tratar de interesse particular, abrindo a vaga para a posse do segundo suplente, o empresário Ildon Marques (PMDB-MA), que permaneceu no cargo de 17 a 31 de dezembro desse ano.

Nesse ano, segundo matéria da Folha de São Paulo de novembro de 2004, o então presidente Lula teria articulado um movimento para que Roseana deixasse o PFL, ingressasse no PMDB e se tornasse ministra do Planejamento. Sua intenção era aumentar o poder do PMDB no governo, que ficaria com três ministérios, aumento as chances de o partido apoiar sua reeleição em 2006. O projeto não se concretizou e, com a saída de Guido Mantega da pasta do Planejamento, assumiu, interinamente, Nelson Machado.

Em junho de 2005, a senadora entrou com pedido de licença para tratamento de saúde por 123 dias. O deputado Aderson Lago (PSDB-MA) entrou com uma representação no Conselho de Ética do Senado Federal, solicitando a abertura de processo disciplinar contra a senadora por quebra de decoro parlamentar, cuja pena prevista seria a cassação do mandato. De acordo com o deputado tucano, diferentemente de consultas médicas e exames de rotina, Roseana estaria aproveitando festejos juninos em seu estado natal. O pedido foi negado, e o suplente Mauro Fecury assumiu o mandato no dia 17 de junho de 2005, permanecendo no cargo até 26 de outubro de 2005, quando Roseana Sarney voltou ao Senado.

Em 2006, foi candidata, pela terceira vez, ao governo do Maranhão, mas foi derrotada por Jackson Lago (PDT), no 2º turno, com 1.393.754 votos válidos (51,82%). A eleição foi uma das mais acirradas da história maranhense: Lago venceu por uma diferença pouco maior do que 95 mil votos, e Roseana, que venceu na maioria dos municípios do estado, perdeu nos maiores colégios eleitorais: São Luís e Imperatriz. Foi sua primeira derrota para o cargo e na carreira, como um todo em disputas eletivas. Após a derrota, a fim de evitar sua expulsão do PFL por fazer campanha para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante as eleições presidenciais de 2006, pediu sua desfiliação do partido. Como o PFL fazia parte da oposição, ela teria que apoiar o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, mas em 22 de setembro, havia participado de um comício com Lula na cidade maranhense de Timon. Filiou-se ao PMDB em 2006, tornando-se líder da bancada governista no Senado no ano seguinte.

   Em abril de 2009, Roseana assumiu o governo do estado do Maranhão, junto a seu vice, João Alberto de Sousa, após O Tribunal Superior Eleitoral cassar os mandatos do então governador Jackson Lago (PDT-MA) e de seu vice, Luis Carlos Porto por abuso de poder econômico e político nas eleições de 2006. Roseana renunciou ao mandato de senadora, sendo substituída pelo suplente Mauro Fecury. Sua posse foi bastante conturbada, já que Jackson Lago se recusava a deixar o Palácio dos Leões, sede oficial do governo maranhense. Uma de suas primeiras medidas foi rever acordos e fazer uma auditoria nas contas do estado. No final do mês, decretou estado de calamidade pública no estado, em função das chuvas que levaram 27 municípios a situação de emergência.

Em junho, Roseana Sarney realizou sua vigésima primeira cirurgia, para correção de um aneurisma cerebral. Após a campanha eleitoral de 2006, a senadora passou a se queixar constantemente de dores na cabeça, que acreditava ser em razão de estresse. Em novembro de 2008, porém, foi detectado um aneurisma cerebral com seis milímetros na região cognitiva do cérebro de Roseana, durante check-up no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. A governadora ficou licenciada por um mês, retornando ao governo dia 9 de julho. Durante sua ausência, seu vice, João Alberto de Sousa, esteve à frente do governo maranhense.

Nesse período, explodiram na imprensa inúmeras acusações contra seu pai, José Sarney, então presidente do Senado. Dentre as denúncias de nepotismo, veio à tona o caso do mordomo Jesus Machado. Conhecido como “Secreta”, Machado era do quadro efetivo do Senado, mas em vez de prestar serviço à instituição, trabalhava há vários anos na casa de Roseana em Brasília e receberia, como servidor, um salário de cerca de R$12 mil. Como Roseana havia renunciado ao cargo de senadora em abril, mesmo ainda em exercício do mandato, não poderia ter um servidor como empregado doméstico. Segundo matéria do Estado de São Paulo de junho de 2009, a governadora argumentou que ele seria seu afilhado e que a ajudava quando necessário. Entretanto, em agosto de 2009, todas as acusações contra José Sarney foram arquivadas.

Em 2010, anunciou sua candidatura à reeleição ao governo do Maranhão. Em oposição a ela e sua candidatura, surgiu, em agosto, uma intensa campanha na internet, usando o título #ForaRoseanaSarney e que contou inclusive com jingle próprio disponibilizado no site de vídeos Youtube. Em pouco tempo, cerca de doze mil pessoas reproduziram a hashtag, que chegou a ser o terceiro tópico mais comentado no ranking nacional. O movimento foi semelhante ao #forasarney, ocorrido em 2009, como reação às inúmeras acusações de corrupção contra José Sarney e sua manutenção como presidente do Senado. Em 21 de setembro, cerca de cinco mil estudantes ligados ao movimento participaram de passeata em São Luís contra a candidatura de Roseana Sarney. Parte do protesto foi transmitido ao vivo via Twitter.

A candidata havia sido condenada em 2009 pela Justiça Eleitoral por desvirtuar publicidade institucional para fazer campanha antecipada. Com base na Lei da Ficha Limpa, o candidato a deputado estadual Anderson Lago (PSDB-MA) pediu ao Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão a impugnação da candidatura de Roseana. Entretanto, o tribunal negou o pedido e a decisão foi mantida pelo ministro do Tribunal Superior Eleitoral Hamilton Carvalhido.

Roseana Sarney foi reeleita governadora do Maranhão no 1º turno com 50,08% dos votos válidos, numa eleição em que houve o mais alto índice de abstenção (23%) de todo o Brasil.

Em 2013, a pedido do candidato derrotado do PC do B Flávio Dino, sua vitória foi investigada pela Polícia Federal. A suspeita era de que pelo menos quarenta mil votos haviam sido contabilizados após o término do horário das eleições.

O ex-governador e ex-aliado de Roseana José Reinaldo Tavares também moveu um processo contra ela e seu vice-governador, Washington Luiz Oliveira (PT), por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2010. Segundo a revista Veja, as investigações mostraram que o governo do estado intensificou a celebração de convênios e aumentou o repasse de recursos para os municípios às vésperas das eleições de 2010. Conforme dados do parecer, nos três dias antes da convenção em que Roseana foi lançada à reeleição, foram firmados 670 convênios, com repasses de 165 milhões de reais para diversos municípios maranhenses. O processo pedia a cassação do mandato dos dois, mas foi negado pelo TSE do Maranhão.

O ano de 2013 foi marcado pela crise no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, quando o governo do Maranhão decretou estado de emergência em outubro devido a uma rebelião nesta penitenciária que resultou em dez mortes e dezenas de feridos. Nesse mesmo mês, a Força Nacional chegou à capital para reforçar a segurança nos presídios e, em dezembro, a Tropa de Choque da Polícia Militar também passou a ocupar o complexo de Pedrinhas. As cenas de violência na penitenciária tiveram repercussão mundial.

No início do ano de 2014, um grupo de advogados que atua na área de Direitos Humanos apresentou ao presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão um pedido de impeachment de Roseana Sarney por não garantir direitos e garantias individuais aos presos maranhenses, sobretudo daqueles que cumprem pena no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Entretanto, poucos dias depois o pedido foi arquivado pelo presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Arnaldo Melo (PMDB), com o argumento de não terem sido indicados fatos que comprovassem o crime de responsabilidade por parte da governadora, não havendo justificativas para dar prosseguimento à representação contra ela.

Em junho, após seu pai José Sarney anunciar sua aposentadoria, Roseana declarou que iria deixar a vida pública para cuidar da saúde e se dedicar mais à família. Em diversas entrevistas, reafirmou que não iria mais se candidatar a nenhum cargo público, mas continuaria atuando de diferentes formas na política do seu estado, Maranhão.

De seu casamento com Jorge Francisco Murad Júnior, teve dois filhos.


                                                                                                                                 Gustavo Lopes/Alan Carneiro/Luísa Lamarão

 

                                                                                                                                                                                                                                      

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); Estado de S. Paulo (6/4, 28/8 e 13/9/92, 14 e 19/1/93, 1/3/94, 2 e 28/10 e 5/11/95, 26 e 28/7 e 1/8/96); Folha de S. Paulo (10/3/91, 18 e 28/8/92, 14/1, 14/2, 11/11, 4 e 5/12/93, 28/6, 21/7, 27 e 30/10, 7 e 18/11/94, 8 e 14/2, 16/3, 7 e 24/6, 8/8 e 12/11/95, 2/3 e 17/5/96, 15/7/98); Globo (1/7, 28/8, 13, 19 e 24/9 e 1/10/92, 19/1/93, 21 e 31/7, 15, 17 e 26/11/94, 5/2/95, 24 e 28/6 e 30/7/96); Jornal do Brasil (21/10/92, 11 e 21/11 e 9/12/93, 28/7, 24/9, 17 e 18/11/94, 20 e 29/1/95, 26/8/96); PORTAL O IMPARCIAL, disponível em: http://201.24.26.129/oimparcial/site/?p=8438, acesso em: 08.10.2009; PORTAL AMAPA BUSCA, disponível em: http://amapabusca.com.br/mambo/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=1233, acesso em: 20/10/2009; PORTAL AMAVIDA, disponível em: http://portal.amavida.org.br/noticias2.php?id=360, acesso em: 19/10/2009;

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TRIB. REG. ELEIT. MA. Relação (1998). TRIB. SUP. ELEIT. Resultado (1998); PORTAL VEJA, disponível em: http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/roseana_sarney/130302/p_052.html, acesso em: 20.10.2009; Portal G1 de Notícias, disponível em: http://g1.globo.com/noticias, acesso em28/08/2014; Portal da Empresa Brasil de Comunicação, disponível em http://www.ebc.gov.br/, acesso em 31/08/2014.

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