Simone Nassar Tebet

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Nome: TEBET, Simone
Nome Completo: Simone Nassar Tebet

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

TEBET, Simone

*sen. MS 2015-

Simone Nassar Tebet nasceu em Três Lagoas (MS), então no estado de Mato Grosso, no dia 22 de fevereiro de 1970, filha de Ramez Tebet e de Fairte Nassar Tebet. De tradicional família árabe-brasileira de Três Lagoas, seu pai foi governador de Mato Grosso do Sul de 1986 a 1987; senador por esse estado de 1995 a 2006; ministro da Integração Nacional em 2001 e presidiu o Senado e o Congresso Nacional de 2001 a 2003.

Formou-se em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), especializou-se em Ciência do Direito na Escola Superior de Magistratura e tornou-se mestre em Direito do Estado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Em 1995 começou a trabalhar como consultora técnica jurídica na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, função que exerceu até 1997, quando assumiu o cargo de diretora técnica legislativa, no qual permaneceu até 2001.

Filiando-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), no pleito de outubro de 2002 foi eleita deputada estadual com 25.251 votos, tendo sido a quinta mais votada. Assumiu sua cadeira na Assembleia Legislativa do estado em fevereiro do ano seguinte.

Dois anos depois foi eleita prefeita de Três Lagoas no pleito de outubro com 29.244 votos (66,72%), tornando-se a primeira mulher a ser eleita para comandar o município. Renunciando ao seu mandato de deputada estadual em dezembro seguinte, assumiu sua cadeira no Executivo de sua cidade natal no dia 1º de janeiro de 2005. Foi reeleita em 2008 com 36.228 votos, exercendo o mandato até o início de 2010, quando se desincompatibilizou do cargo para compor a chapa com André Puccinelli como vice-governadora de Mato Grosso do Sul. Realizado o pleito em outubro desse ano, Puccinelli, que concorria à reeleição, obteve 56% dos votos válidos, vencendo logo no primeiro turno. Simone Tebet assumiu seu mandato no dia 1º de janeiro de 2011. No início de 2014 desincompatibilizou-se do cargo para concorrer à única vaga ao Senado em disputa nas eleições de outubro desse ano. Simone foi eleita com 640.336 votos, correspondente a 52,61% dos votos válidos. No plano nacional, nesse mesmo pleito a presidenta Dilma Rousseff foi reeleita no segundo turno. Assumiu sua cadeira no Senado Federal no dia 1º de fevereiro de 2015.

Essa reeleição da presidenta Dilma não foi assimilada pela oposição, liderada pelo candidato derrotado, o senador mineiro Aécio Neves, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que começou uma campanha pelo seu impeachment. Esta campanha ganhou força após o jurista Hélio Bicudo, ex-integrante do PT, e a advogada Janaína Paschoal, protocolarem na Câmara dos Deputados, em setembro de 2015, o pedido de afastamento da presidente por crime de responsabilidade. Esse pedido foi aceito, em dezembro seguinte, pelo então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), adversário do Governo, que determinou a abertura do processo. No dia 17 de abril de 2016 a Câmara aprovou a admissibilidade do processo que, em seguida, foi encaminhado para o Senado. No dia 12 de maio esta casa do Congresso aprovou a continuidade do processo, com voto favorável de Simone Tebet, e a presidente Dilma deixou, provisoriamente, o governo, no qual foi substituída pelo vice-presidente Michel Temer, de forma interina, até o julgamento final no Senado. Simone passou a integrar a Comissão do Impeachment, na qual se destacou como uma importante coordenadora de suas atividades.

Na sessão do dia 31 de agosto o Senado aprovou o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, com a justificativa de haver praticado crime de responsabilidade, por 61 votos a favor, incluindo aí o da senadora Simone Tebet, e 20 votos contra, mas preservou os seus direitos políticos, uma vez que a inabilitação para ocupar cargos públicos foi votada em separado, tendo contado com o voto favorável da senadora sul-mato-grossense. Na ocasião, foram 42 os votos pela cassação dos direitos políticos, mas o impedimento em questão demandava 54 votos, de modo que a então presidente tenha perdido o mandato mas preservado os direitos e a possibilidade de exercer cargos públicos. Com este resultado, o vice-presidente Michel Temer foi efetivado na Presidência da República.

Por suposto crime de responsabilidade e improbidade administrativa relativo ao período em que foi prefeita de Três Lagoas, também a senadora chegou a ter os bens bloqueados como decorrência de uma ação judicial movida pelo Ministério Público Federal.

No início do novo período legislativo, em fevereiro de 2017, passou a integrar a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado.

Integrou o Conselho de Representação do Centro Oeste da Confederação Nacional dos Municípios.

Casou-se com Eduardo Rocha. Teve duas filhas.


Alan Carneiro


FONTES: Portal da Justiça Eleitoral. Disponível em: <http://www.justicaeleitoral.jus.br/arquivos/tre-ms-resultado-eleicao-geral-2002-total-estadual>. Acesso em 28/02/2017); Portal do Senado Federal. Disponível em: <http:www.senado.leg.br>. Acesso em 28/02/2017; Portal do Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em: <http://www.tse.jus.br>.  Acesso em 28/02/2017; Portal G1 de Notícias. Disponível em: <http://www.g1.globo.com/>. Acesso em 28/02/2017; Portal de Notícias do UOL. Disponível em: < https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2016/05/07/senado-tem-5-investigados-por-crime-de-responsabilidade-tres-sao-do-pmdb.htm>. Acesso em 28/02/2017. 



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