VALDOMIRO ROCHA LIMA

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Nome: LIMA, Valdomiro (2)
Nome Completo: VALDOMIRO ROCHA LIMA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
LIMA, VALDOMIRO (2)

LIMA, Valdomiro

*dep. fed. RS 1991-1995.

Valdomiro Rocha Lima nasceu em Rio Grande (RS) no dia 11 de março de 1933, filho de Alcides Garcia Lima e de Beatriz Rocha Lima.

Em sua juventude, foi ativo integrante da União Gaúcha de Estudantes Secundaristas. Professor e economista, formou-se pela Universidade do Rio Grande, em 1959.

Em 1964, foi secretário municipal de Educação e Saúde de sua cidade natal. No ano seguinte, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Por esta legenda, elegeu-se vereador em Rio Grande ainda em 1965, exercendo o mandato até 1969. Reeleito em 1972, também conquistou uma nova cadeira de vereador em Rio Grande no pleito de novembro de 1976, sempre pela legenda emedebista. Empossado em fevereiro seguinte, foi presidente da mesa da Câmara Municipal no biênio 1979-1980.

Após o fim do bipartidarismo em novembro de 1979, ingressou no Partido Democrático Trabalhista (PDT). No ano seguinte, teve o mandato prorrogado por dois anos pelo Congresso Nacional, medida adotada para desvincular as eleições municipais dos pleitos estaduais e federais.

Nas eleições de novembro de 1982, disputou uma vaga de deputado estadual no Rio Grande do Sul, na legenda do PDT. Eleito, iniciou seu mandato em fevereiro do ano seguinte, após ter concluído sua passagem pela Câmara de Rio Grande. Ainda em 1983, tornou-se presidente da Comissão de Obras Públicas da Assembléia Legislativa gaúcha, permanecendo nesta função até o ano de 1984. Líder da bancada de seu partido, entre 1984 e 1985, e presidente da mesa diretora da Assembléia, no biênio 1985-1986, em novembro deste último ano reelegeu-se deputado estadual. Com o início da nova legislatura em fevereiro de 1987, tornou-se presidente da Comissão de Economia e Desenvolvimento e relator da Comissão Especial sobre as Finanças do Rio Grande do Sul, funções que exerceu até 1988, ano em que também atuou como membro da Comissão de Educação e Cultura da Assembléia. Em 1989, foi membro da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia e voltou à liderança do PDT.

No pleito de outubro de 1990, elegeu-se à Câmara Federal na legenda do PDT gaúcho. Empossado em fevereiro seguinte, integrou-se aos trabalhos da Comissão de Viação e Transportes, Desenvolvimento Urbano e Interior.

Na sessão de 29 de setembro de 1992, manifestou-se favoravelmente à abertura de um processo de impeachment contra o presidente da República, Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou denúncias de corrupção contra o ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência após a votação na Câmara, Collor acabou renunciando ao mandato em 29 de dezembro seguinte, antes mesmo de ser cassado pelo Senado Federal. Foi substituído no cargo pelo vice Itamar Franco, que vinha exercendo a função interinamente desde o dia 2 de outubro.

Ainda durante este mandato, Lima pronunciou-se favoravelmente à criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF) e foi contrário ao fim do voto obrigatório e à revisão do conceito de empresa nacional. Além disso, esteve ausente da sessão que instituiu o Fundo Social de Emergência (FSE), que, ao lado do IPMF, serviu como fonte de financiamento para o programa de estabilização econômica do Executivo que deu origem ao Plano Real.

Candidato à reeleição pelo PDT em outubro de 1994, Lima obteve somente uma suplência. Com isso, deixou a Câmara em janeiro do ano seguinte, ao final da legislatura 1991-1995.

Casou-se com Dirce Maria Juliano Lima com quem teve dois filhos.

 

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros (1991-1995); Folha de S. Paulo/Olho no Congresso (18/9/94); Perfil parlamentar/IstoÉ.

 

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