Gilberto Velho IV

Entrevista

Gilberto Velho IV

Entrevista realizada no contexto do projeto “Cientistas sociais de países de Língua Portuguesa: histórias de vida”, com financiamento do Programa de Cooperação em matéria de Ciências Sociais para os países da comunidade de Língua Portuguesa (Programa Ciências Sociais CPLP) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Para ter acesso à transcrição e ao vídeo da entrevista clique aqui.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista em vídeo disponível na Sala de Consulta do CPDOC e trechos no portal.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Helena Maria Bousquet Bomeny
Celso Castro
Karina Kuschnir
Maria das Dores Guerreiro
Antonio Firmino da Costa
Data: 13/8/2009 a 29/9/2009
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 4h45min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Gilberto Cardoso Alves Velho
Nascimento: 15/5/1945; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Graduou-se em Ciências Sociais no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1968). Obteve o mestrado em Antropologia Social no Programa de Pós-graduação do Departamento de Antropologia do Museu Nacional/ UFRJ (1970). Especializou-se em Antropologia Urbana e das Sociedades Complexas na Universidade do Texas, em Austin (1971). É doutor em Ciências Humanas pela Universidade de São Paulo (1975).
Atividade: Professor titular e decano do Departamento de Antropologia do Museu Nacional da UFRJ. Membro da Academia Brasileira de Ciências. Ex-presidente da Associação Brasileira de Antropologia e da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais. Foi vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. É pesquisador I-A do CNPq. Também foi membro do Conselho Deliberativo do CNPq, do Conselho do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e do Conselho Federal de Cultura. É portador da grã-cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico e comendador da Ordem do Rio Branco.

Equipe

Levantamento de dados: Celso Castro;Helena Maria Bousquet Bomeny;Karina Kuschnir;António Firmino da Costa;Maria das Dores Guerreiro;Juliana Athayde Silva de Morais;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Celso Castro;Karina Kuschnir;Helena Maria Bousquet Bomeny;António Firmino da Costa;Maria das Dores Guerreiro;Juliana Athayde Silva de Morais;

Transcrição: Katarina Wolter;Marina Gerasso;Julia Ribeiro Aguiar ;

Conferência da transcrição: Maria Izabel Cruz Bitar;Eliana Matheus;

Técnico Gravação: Marco Dreer Buarque; Ítalo Rocha Viana; Arbel Griner;

Sumário: Tereza Azambuja;

Temas

Antropologia;
Antropologia urbana;
Assuntos familiares;
Carreira acadêmica;
Ciências Sociais;
Denúncia política;
Ditadura;
Formação acadêmica;
Gilberto Freyre;
Governos militares (1964-1985);
Identidade;
Intelectuais;
Intercâmbio científico e tecnológico;
Intercâmbio cultural;
Museu Nacional;
Obras de referência;
Pesquisa científica e tecnológica;
Portugal;
Produção intelectual;
Sociologia;

Sumário

1ª Entrevista: 13.08.2009

Raízes portuguesas; a referência do avô português e recordações familiares; Casa grande e senzala como obra de influência; Gilberto Freyre, Eça de Queiroz, Alexandre Herculano, Luis Vaz de Camões e João Cutileiro como ícones portugueses importantes; a primeira visita a Portugal (1978-1979); III Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Lisboa (1994); a aproximação com cientistas sociais portugueses como António Firmino da Costa, Graça Índias Cordeiro e Cristiana Bastos; a contribuição intelectual africana para o Congresso; a IV edição do Congresso, no Rio de Janeiro (1996); o contato com Rosa Perez, Joaquim Pais de Brito e Maria das Dores Guerreiro; o curso de mestrado em Patrimônio e Identidade; a vivência em Lisboa por dois meses; o interesse pela pesquisa sobre o fado, de Joaquim Pais de Brito; trabalhos e pesquisas de referência em Antropologia e Sociologia Urbana; a participação em bancas e júris portuguesa; Antropologia urbana: cultura e sociedade no Brasil e em Portugal, coletânea publicada em 1999; a distribuição e circulação do livro em ambos os países; a presença de portugueses como professores visitantes e pesquisadores associados no Brasil; a problemática “Indivíduo e Sociedade”; Brasil, Portugal e as Ciências Sociais; a questão da dimensão da produção, do número e da diversificação da ciência social brasileira – já consolidada mundialmente – frente à portuguesa; o estimulante intercâmbio de pesquisas feito por Renato Lessa, Manuel Villaverde Cabral, Boaventura de Sousa Santos, João de Pina Cabral, Miguel Vale de Almeida, João Leal, Susana Viegas, Clara Mafra, etc; a participação pública ativa; o painel de avaliação dos projetos de pesquisa em Portugal da Fundação para a Ciência e a Tecnologia de Portugal; avaliação acerca da produção antropológica no Brasil: entre o público e o privado; panfletagens de resistência e denúncia à ditadura na cidade do Rio de Janeiro, ao lado de Otávio Velho, Moacir Palmeira, Vladimir Palmeira e outros; o contato com a imprensa e publicações; a publicação de Utopia urbana e Desvio e divergência; artigos publicados e entrevistas; atividade docente na UFRJ – Instituto de Filosofia e Ciências Sociais – e no Museu Nacional – Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social; observações acerca do papel do intelectual e o retorno das suas atividades acadêmicas à sociedade; a atuação como orientador e as produções dos pós-graduandos; a experiência advinda de cerca de uma centena de orientações, de teses, de dissertações de mestrado e doutoramento, ao longo de 30 anos; a evolução do perfil do aluno, e os diversos interesses de pesquisas; o trabalho do intelectual hoje; o caráter democratizante de divulgar questões, apontar problemas e contribuir para o debate público; o balanço da profissionalização de seus orientandos ao longo das três décadas; a expansão e multiplicação das universidades como instituições para produzir doutores em massa; as dificuldades de inserção no mundo acadêmico de hoje em dia; referenciais teóricos e personagens de influência; a importância do destaque às obras de Evans-Pritchard, Leach, William Foote Whyte, Becker, Malinowski e Montaigne; a relevância de Ruth Cardoso e Shelton Davis; a influência paterna; a proeminência da intelectualidade e da biblioteca de seu pai para a sua escolha por ciências sociais; o contato com autores influentes desde cedo; a carreira docente do pai na Academia Militar dos Estados Unidos; o conflito intelectual entre as duas gerações ideologicamente opostas.
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