Julia Guivant

Entrevista

Julia Guivant

Entrevista realizada no contexto do projeto “Memória das Ciências Sociais no Brasil”, desenvolvido com financiamento do Banco Santander, entre janeiro de 2016 e dezembro de 2020, com o objetivo de constituir um acervo audiovisual de entrevistas com cientistas sociais brasileiros e a posterior disponibilização dos depoimentos gravados na internet. Para ter acesso à transcrição e ao vídeo da entrevista clique aqui.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Vídeo, com consulta no portal

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Celso Castro
Data: 11/9/2020
Local(ais):
Florianópolis ; SC ; Brasil

Duração: 1h57min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Julia Silvia Guivant
Formação:
Atividade:

Equipe


Transcrição: Danilo Castro Magalhães ;

Conferência da transcrição: Juliana Ertes;

Técnico Gravação: Ninna Carneiro;

Sumário: Gabriel Cardoso;

Temas

Argentina;
Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (ANPOCS);
Ciências Sociais;
Epistemologia;
Família;
Filosofia;
Golpe de estado;
Militância política;
Regime militar;
Sociologia;
Universidade Estadual de Campinas;

Sumário

Entrevista: 11/09/2020

Origens familiares; a imigração dos avós da Europa para a Argentina; A atividade agrícola do pai da entrevistada; o casamento e a vida dos pais da entrevistada; A abertura de uma pensão para estudantes judeus oriundos da zona rural por parte da avó e o trabalho do avô como distribuidor de cinema; A importância da questão intelectual na família materna; o trabalho da família com cinema e a importância da cultura cinematográfica para a entrevistada; A importância do judaísmo na família; O antissemitismo na Argentina durante a infância e juventude da entrevistada; as identidades que atravessam a entrevistada; Os anos de estudo e formação; A influência e importância do campo na vida e obra da entrevistada, a partir de suas experiências de infância; o estudo em escolas públicas ao longo da vida estudantil; comentários sobre o autodidatismo e formação no Ensino Médio;A escolha da entrevistada pela Filosofia; os professores na Universidad Nacional del Sur; o interesse por autores anarquistas e a formação ideológica eclética; O envolvimento com o peronismo, nos anos 1970; o clima político na Argentina em 1973; O início da atividade profissional da entrevistada e seu marido; o contato com a semiologia; a formação em 1974 e a contratação da entrevistada pela Universidad Nacional del Comahue; a intervenção nas universidades argentinas e a demissão da entrevistada; a militância da entrevistada nas unidades de base e o não envolvimento na luta armada; O surgimento de um período obscuro na Argentina e a desestruturação dos programas de pós-graduação durante as ditaduras; o ingresso no mestrado na Fundação Bariloche, no Programa de Filosofia Política; A ida para Bariloche e o golpe militar na Argentina, em 1976; a volta a Bahía Blanca ao fim do semestre, a perseguição aos professores da Universidad Nacional del Sur, a ida com o marido e o pai para Buenos Aires e a descoberta de que seu apartamento fora invadido; A saída da Argentina e a ida para São Paulo; a ida ao Centro Brasileiro de Pesquisa e Planejamento (CEBRAP) e o contato inicial com Octavio Ianni e Fernando Henrique Cardoso; a solidariedade quando da chegada à São Paulo; O acompanhamento da situação na Argentina e a perda de amigos para a ditadura argentina; A vida em São Paulo e a rede de solidariedade; Comentários e percepções sobre a ditadura militar brasileira em comparação com a argentina, quando da chegada ao Brasil em 1976; A entrada no mestrado em Sociologia na Universidade de Campinas (Unicamp); a importância de Mariza Corrêa na vida da entrevistada e a criação de um grupo feminista de conscientização; o interesse pela análise do discurso e trabalho sobre o discurso de Eva Perón em relação às mulheres; a volta a Argentina em função da pesquisa de mestrado; A ida para Florianópolis e o fim do mestrado, em 1980; a organização de um grupo feminista de conscientização em Florianópolis; o início da docência; a ida aos Estados Unidos por um período de um ano; o contato com a obra de Joan Scott e a reescrita da dissertação de mestrado; A volta ao Brasil e o início da participação na Anpocs no grupo mulher e política; as remodelações dentro do grupo mulher e política e a saída do grupo; a entrada no doutorado na Unicamp e a mudança de área; A mudança na área de pesquisa; a identificação com o tema da produção alimentar; A experiência do doutorado sanduiche nos Estados Unidos; comentário sobre o interesse pela leitura, presente desde quando a entrevistada era criança, e o contato com uma obra sobre o conceito de ideologia; a importância da experiência nos EUA e os avanços nos estudos sobre sustentabilidade; comentários sobre a sociologia ambiental e a sociologia rural no Brasil na época do doutorado da entrevistada; A conciliação entre vida acadêmica e maternidade; a estrutura universitária que possibilitou o doutorado sanduíche, incluindo creche e acesso a computadores e impressoras; O retorno ao Brasil e a defesa da tese de doutorado em 1992; a dificuldade de montar a banca de defesa da tese devido ao tema da sociologia ambiental; o grupo de meio ambiente e sociedade na Anpocs; a criação da Associação Nacional de Pesquisa em Pós-Graduação em Ambiente e Sociedade; a presidência da Associação de 2008 a 2010; a participação em grupos e associações internacionais, como a International Sociological Association (ISA); A articulação entre os temas que a entrevistada já trabalhou, como epistemologia, gênero, meio ambiente e novas tecnologias; A trajetória acadêmica da entrevistada na Universidade Federal de Santa Catarina; a interrupção da sociabilidade internacional devido à pandemia do novo coronavírus; Comentários sobre a influência e o contato com Ulrich Beck; a participação em um projeto organizado por Ulrich Beck e o trabalho da entrevistada sobre a certificação da soja sustentável; a parceria com Beck e o impacto de sua morte; A participação da entrevistada no debate público; a participação no Fórum Catarinense de Combate aos Agrotóxicos; os cursos oferecidos pela entrevistada, notadamente sobre metodologias participativas; O trabalho com questões que envolvem comunicação de riscos, sobretudo ligadas a emergência climática; a luta contra o negacionismo e as fake News e os desafios da comunicação científica; Comentários sobre a constituição e o desenvolvimento do campo de pesquisa da sociologia ambiental; a influência de Beck e Anthony Giddens para o campo da sociologia ambiental; a centralidade da questão ambiental dentro das ciências sociais, sobretudo no Brasil; o pessimismo sobre o futuro pós pandemia; Comentário sobre a ascensão da extrema direita no mundo; comentários sobre as radicalizações e polarizações na política;Comentários sobre os descompassos entre o tempo da pesquisa e o tempo dos acontecimentos e notícias no mundo; O papel da imigração na família da entrevistada; o acolhimento e recepção no Brasil; Obras marcantes.
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