Moacir Gracindo Soares Palmeira

Entrevista

Moacir Gracindo Soares Palmeira

Entrevista realizada no contexto do projeto “Cientistas sociais de países de Língua Portuguesa: histórias de vida”, com financiamento do Programa de Cooperação em matéria de Ciências Sociais para os países da comunidade de Língua Portuguesa (Programa Ciências Sociais CPLP) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O projeto teve vigência de dois anos (2008/2009). Para ter acesso à transcrição e ao vídeo da entrevista clique aqui.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista em vídeo disponível na Sala de Consulta do CPDOC e trechos no portal.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Helena Maria Bousquet Bomeny
Celso Castro
Mário Grynszpan
Karina Kuschnir
Data: 9/7/2009 a 10/9/2012
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 7h15min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Moacir Gracindo Soares Palmeira
Nascimento: 1/1/1942; --; AL; Brasil;

Formação: Graduado em Ciências Políticas e Sociais pela Pontíficia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Concluiu o Doutorado em Sociologia no ano de 1971, pela Université Paris-Descartes na França.
Atividade: É professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro e atua na área de Antropologia, com ênfase em teoria antropológica.

Equipe

Levantamento de dados: Arbel Griner;Helena Maria Bousquet Bomeny;Celso Castro;Mário Grynszpan;Karina Kuschnir;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Arbel Griner;Helena Maria Bousquet Bomeny;Celso Castro;Mário Grynszpan;Karina Kuschnir;

Transcrição: Julio César Baptista Andrade;Julia Ribeiro Aguiar ;Liris Ramos de Souza;

Conferência da transcrição: Maria Izabel Cruz Bitar;Gabriela Mayall;

Técnico Gravação: Marco Dreer Buarque; Ítalo Rocha Viana;

Sumário: Tatiane Carla Oliveira da Silva;

Temas

Antropologia;
Atividade acadêmica;
Campesinato;
Cândido Mendes de Almeida;
Carreira acadêmica;
Ceará;
Ciências Sociais;
Claude Lévi-Strauss ;
Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) ;
Convites;
Ditadura;
Economia;
Ensino;
Epistemologia;
Estado e sociedade;
Estado Novo (1937-1945);
Estratificação social;
Estrutura agrária;
Estruturalismo;
Família;
Fernando Bastos Ávila;
Fernando Henrique Cardoso;
Florestan Fernandes;
Formação acadêmica;
Formação escolar;
França;
Fundação Ford;
Gilberto Freyre;
Golpe de 1964;
Graciliano Ramos;
Instituições acadêmicas;
Intelectuais;
Intercâmbio cultural;
Literatura;
Marxismo;
Mato Grosso;
Migração;
Movimento estudantil;
Museu Nacional;
Nestor Duarte;
Obras de referência;
Pernambuco;
Pesquisa científica e tecnológica;
Pierre Bourdieu ;
Política;
Política agrária;
Política científica e tecnológica;
Pontifícia Universidade Católica;
Portugal;
Produção intelectual;
Questão agrária;
Reforma agrária;
Regime militar;
Repressão política;
Rio Grande do Sul;
Sociologia;
Universidade de Brasília;
Universidade de São Paulo;
Universidade Federal de Minas Gerais;
Vítor Nunes Leal;

Sumário

1ª Entrevista: 09.07.2009

Origens familiares; influências do pai; convivência com a política; os irmãos; mudança da família para o Rio de Janeiro; primeiros anos de estudo; as férias da família em Alagoas; a escolha pelas Ciências Sociais; sua atuação em movimentos estudantis; aproximação com a Associação Metropolitana de Estudantes Secundários (Ames); vestibular para a Pontifícia Universidade Católica (PUC); anos de formação; anos de estudo na Pontifícia Universidade Católica (PUC); a importância da sua turma de Sociologia; militância estudantil; professores que marcaram a vida acadêmica; a importância do professor Fernando Bastos de Ávila (Padre Ávila) e dos professores Glaucio Ary Dillon Soares e Geraldo Semenzato, entre outros, durante a formação na PUC; o curso no Instituto de Ciências Sociais da Bahia; a criação do instituto e os primeiros alunos; o curso e os professores; as viagens com o pai que influenciaram nos trabalhos de campo; a experiência do Golpe Militar; a volta para o Rio de Janeiro; comentários acerca da rede de resistência à ditadura; o contexto político da época; a atuação na política estudantil; a aproximação com os estudantes da Nacional de Filosofia; menção as manifestações políticas durante o inicio dos anos 60 ; descrição da formatura; o trabalho na Editora Zahar; o trabalho com Cândido Mendes; participação em pesquisas; as coleções publicadas pela editora; militância profissional; marxismo e estruturalismo na década de 1960; a discussão sobre os temas no país; a viagem à França; as expectativas com a pós-graduação; menção à sociologia polonesa; a inconformidade com a ditadura e a ligação com a militância política no Brasil; comentários sobre a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO); os cursos no Instituto da América Latina e os professores que os ministraram; menção ao contato com os ingleses.


2ª Entrevista: 07.10.2009

O doutorado na França e os cursos com Pierre Bourdieu e outros professores; a amizade com Francisco José Paiva Chaves e o auxílio deste durante sua estadia na França; a aproximação com Pierre Bourdieu; a bolsa do Centre de Sociologie Eupéenne; o encontro de pesquisadores no Brasil organizado por ele e outros colegas; a opinião de Pierre Bourdieu quanto aos movimentos estudantis de maio de 1968; comentários sobre a influência teórica de Louis Althusser e Michel Foucault; o contato com Michel Foucault; o curso com Louis Althusser na França; a volta para o Brasil em 1969 e as aulas no Museu Nacional; o contato com Roberto Cardoso; o convite para participar do Estudo Comparativo de Desenvolvimento Regional; o Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS); o papel da Fundação Ford no início do Museu Nacional; a importância de Luiz de Castro Faria; a importância das obras escritas pelo chamado grupo de Sociologia da Universidade de São Paulo (USP): Florestan Fernandes, Fernando Henrique Cardoso, entre outros; Congresso do Centro Latino Americano de Ciências Sociais; o livro Capitalismo e escravidão de Fernando Henrique Cardoso; a formação em Antropologia e a aproximação da Sociologia; as diferenças entre a Antropologia na graduação e no mestrado; o pouco contato com as idéias de Claude Lévi-Strauss; o projeto da Plantation Canavieira, em Pernambuco : surgimento e formação do grupo de pesquisa; a importância do trabalho coletivo; as áreas de estudo dentro do projeto; o financiamento da Fundação Ford; o período de afastamento do projeto; aulas na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); as motivações para sua entrada na Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura – Contag ; a experiência com o trabalho de campo em Pernambuco; os sindicatos operários da época do Estado Novo; a experiência de convivência com os trabalhadores da federação; o convite para trabalhar na federação; os alunos que foram trabalhar em assessorias de movimentos sociais; o Núcleo de Antropologia Política (Nuap); o trabalho pedagógico na Contag; a discussão político-sindical no contexto político da década de 1980, no Brasil; a importância do trabalho de campo em sua experiência como antropólogo; a ligação entre teoria e prática de pesquisa; o interesse por uma sociologia da produção intelectual; a importância da leitura das obras de Vitor Nunes Leal e Sydel Silverman para sua pesquisa; a diversificação de autores; o curso do Padre Mrvack na PUC; o marxismo segundo Louis Althusser; referenciais teóricos e as obras literárias marcantes em sua vida: destaque para Reforma agrária, de Nestor Duarte; Alexandre e outros heróis, de Graciliano Ramos e Sobrados e Mucambos, de Gilberto Freyre; o contato com Portugal; o cientista social na atualidade; a ligação com o Ceará e com a Universidade Federal deste estado; a experiência com alunos de graduação e pós-graduação; a relação com a política científica; a democratização das universidades; ensino e pesquisa nas universidades.

3ª Entrevista: 10.09.2013

A pesquisa “Concepções de Política e Ação Sindical”, do final dos anos 1980; a criação do Núcleo de Antropologia da Política (NUAP) em conjunto com professores da Universidade Federal do Ceará e da Universidade de Brasília; as pesquisas sobre política e lutas de família; o estudo sobre novas experiências e formatos de participação, no Brasil; as obras que influenciaram os estudos sobre as relações entre política e estratificação social no Brasil; o convite para escrever o prefácio da republicação da obra Engenho de açúcar no nordeste; a convivência com Manuel Diégues Junior; a releitura da obra supracitada e sua contribuição para a pesquisa sobre política e lutas de família; o livro Impacto dos assentamentos de reforma agrária no Brasil resultante da pesquisa solicitada ao NUAP pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário; o seminário Memória Camponesa; o levantamento acerca da repressão no campo durante o regime militar brasileiro; o lançamento do livro “Retrato da Repressão Política no Campo – Brasil 1962–1985 – Camponeses torturados, mortos e desaparecidos”; a preocupação com questões agrárias do Brasil; os estudos acerca de Sociedade, Economia e Agronegócio no Brasil; a concentração de estudos em torno do Triângulo Mineiro e no Mato Grosso; o foco da pesquisa nas relações sociais em torno do agronegócio; o estudo sobre migrações no Brasil; os movimentos de migração entre o Rio Grande do Sul e o Mato Grosso; os movimentos de migrações de nordestinos; a influência teórica de Pierre Félix Bourdieu em suas pesquisas; a influência teórica de Claude Meillassoux; os diálogos dos autores com as obras de Karl Marx e Friedrich Engels; a importância da Antropologia ao longo de sua carreira; os recortes teóricos específicos da Antropologia; a epistemologia da Antropologia e a produção de conhecimento; a orientação teórica dos recortes antropológicos em suas pesquisas atuais; o contato com trabalhos de Sociologia e Antropologia de países fora das tradições europeias; a necessidade de revisitar os clássicos; a problemática das traduções dos clássicos da sociologia para outras línguas; a retomada de clássicos a partir de novos paradigmas; o ensino e a pesquisa em Ciências Sociais na atualidade; expectativas para o campo das Ciências Sociais.
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