Yvonne Maggie de Leers Costa Ribeiro

Entrevista

Yvonne Maggie de Leers Costa Ribeiro

Entrevista realizada no contexto do projeto “Cientistas sociais de países de Língua Portuguesa: histórias de vida”, com financiamento do Programa de Cooperação em matéria de Ciências Sociais para os países da comunidade de Língua Portuguesa (Programa Ciências Sociais CPLP) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O projeto teve vigência de dois anos (2008/2009). Para ter acesso à transcrição e ao vídeo da entrevista clique aqui.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista em vídeo disponível na Sala de Consulta do CPDOC e trechos no portal.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Celso Castro
Karina Kuschnir
Ricardo Nicolay de Souza
Data: 8/7/2009 a 8/10/2009
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 8h42min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Yvonne Maggie de Leers Costa Ribeiro
Nascimento: 1/1/0001; Rio de Janeiro; RJ; Brasil;

Formação: Graduação em Ciências Sociais na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Mestrado e doutorado em Antropologia Social no Museu Nacional.
Atividade: Professora titular do Departamento de Antropologia Cultural da UFRJ.

Equipe

Levantamento de dados: Helena Maria Bousquet Bomeny;Celso Castro;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Celso Castro;Helena Maria Bousquet Bomeny;

Transcrição: Juliana Athayde Silva de Morais;Marina Gerasso;

Conferência da transcrição: Juliana Athayde Silva de Morais;

Técnico Gravação: Marco Dreer Buarque;

Sumário: Tatiane Carla Oliveira da Silva;Ítalo Rocha Viana;

Temas

Antropologia;
Antropologia urbana;
Atividade acadêmica;
Cinema;
Cinema Novo ;
Discriminação racial;
Èmile Durkheim ;
Formação acadêmica;
Gilberto Velho;
Governos militares (1964-1985);
História de vida;
Intercâmbio cultural;
Magistério;
Moçambique;
Museu Nacional;
Produção intelectual;
Religiões afro-brasileiras;
Roberto da Matta ;
Sociologia;

Sumário

1ª Entrevista: 08.07.2009

Arquivo em vídeo 1: Origens familiares; a trajetória acadêmica do pai e a importância dele; as relações no ambiente familiar; a morte da mãe, em 1956; os anos em que a família morou em Copacabana e a mudança da família para o Leblon; os anos de estudo no Sacré-Coeur de Marie e no Colégio Santa Úrsula; a entrada na faculdade de Ciências Sociais da UFRJ em 1965; breve avaliação do comportamento da juventude no fim da década de 50 até 1964; a alfabetização de Yvonne e seus irmãos pela mãe; o convite para trabalhar com o Plano Nacional de Alfabetização de Paulo Freire;as visitas à favelas com a mãe, na infância; o convívio com a pobreza; a influência do passado familiar e doméstico na escolha por Ciências Sociais; o curso de Ciências Sociais na Faculdade Nacional de Filosofia (FNFi),de 1965 a 1968; o ambiente na universidade pós-golpe militar; os professores marcantes; a relação com o Partido Comunista do Brasil (PCdoB); opinião acerca da luta armada; menção ao rompimento dos laços familiares; a relação com Gláucia Villas Bôas à época da faculdade.

Arquivo em vídeo 2: a ligação com Stella Amorim; o envolvimento com o Cinema Novo e a relação com os cineastas; aulas do curso do Cinema Novo; comentários sobre Sérgio Santeiro e o filme Paixão; a escolha por antropologia; o curso de Antropologia no Museu Nacional iniciado em 1969; os professores mais importantes; os cursos de Moacir Palmeira e de Roberto DaMatta; a relação de orientanda com Roberto DaMatta; o perfil cinematográfico de Guerra de Orixá; a amizade com Vera Bahuan e Sérgio Santeiro; a importância de Gilberto Velho na elaboração da tese de mestrado; as pesquisas sobre umbanda e religiões afro-brasileiras; experiência de etnografia durante a elaboração de Guerra de Orixá; a influência de Ruth Landes, Carlos Castaneda, João do Rio e Evans-Pritchard; o livro transformado em filme; a relação com as personagens do livro.

Arquivo em vídeo 3: a relação com as personagens do livro; comentários acerca das personagens do filme, durante exibição de alguns trechos deste; relacionamentos acadêmicos; a amizade com Peter Fry; os estudantes de mestrado de antropologia do Museu Nacional; os grandes referenciais da época; a realização de seminários sobre filmes documentários na Cinemateca do Museu de Arte Moderna; referenciais teóricos; Raimundo Nina Rodrigues e o livro Animismo fetichista dos negros baianos; a influência do pai na opção pelas ciências humanas; a entrada para a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Arquivo em vídeo 4: a relação com Jorge Zahar; a amizade de Jorge Zahar e Gilberto Velho; a publicação do livro Guerra de orixá pela editora; a experiência social de morar em um conjugado em Copacabana; opinião sobre o filme Edifício Máster, de Eduardo Coutinho; realização profissional; o casamento com Gilberto Velho; independência feminina; a experiência de ser mãe.


2ª Entrevista: 28.09.2009

Arquivo em vídeo 1: A aproximação da Fundação Ford através de Peter Fry; a criação de um laboratório de pesquisas no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) na década de 80; o desenvolvimento de um projeto de intercâmbio acadêmico nas Ciências Sociais entre Brasil e Moçambique; a desilusão com o socialismo; o intercâmbio entre Moçambique e Brasil; menção à estada por três meses em Moçambique no ano de 1992; as trajetórias dos alunos moçambicanos no Brasil; a influência do Les causes des armes au Moçambique, de François Jefret no pensamento dos alunos moçambicanos; a trajetória e importância de Eduardo Mondlane; o Congresso Luso-Afro-Brasileiro em 1998; a disputa para a realização do congresso no IFCS; preparativos e organização do evento; o início da carreira docente no IFCS em 1969; o mestrado no Museu Nacional; a aplicação, em 2009, do curso de sua preferência, o curso de introdução; comentários sobre questões atuais referentes ao Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS); os mecanismos de entrada no corpo docente do IFCS; a repressão policial durante a ditadura; o desenvolvimento da pós-graduação e a gestão administrativa no IFCS; avaliação do currículo do curso de Ciências Sociais.


Arquivo em vídeo 2: A importância de Estela Amorim e Antônio Celso na organização das Ciências Sociais do IFCS; o laboratório e suas funções de ampliar as pesquisas científicas e facilitar as redes de comunicação; a relação com Gilberto de Oliveira Castro e o projeto de assumir a reitoria da UFRJ; as motivações pela escolha e a trajetória na Editora UFRJ; a questão das cotas raciais; a distinção entre o modelo colonial português e o britânico com relação a diferenças raciais; crítica às classificações de acordo com a cor; as distintas formulações sobre a sociedade brasileira produzidas pela sociologia paulista e por Gilberto Freyre; a ideia de “democracia racial” e o racismo no Brasil; referência ao imperialismo cultural norte-americano; o Brasil em oposição à tendência racista internacional ao condenar o racismo pela via jurídico-política em meados do século XX; a transformação do pensamento sobre o racismo no Brasil ao longo das décadas de 1930, 1950 e 1980; reordenação política da Fundação Ford em 1988 comandada por Peter Fry; o acesso à educação como elemento-chave para a solução da desigualdade social no Brasil; comentários acerca dos trabalhos de Ruth Lands o crescimento dos movimentos internacionais religiosos e de racialização da sociedade; menção as diferenças de identidade no Brasil e Estados Unidos; referências ao estudo de Durkheim sobre religião.

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