Djalma Bom

Entrevista

Djalma Bom

Entrevista realizada no contexto do projeto Memórias dos fundadores do PT, através do convênio estabelecido entre o Centro Sérgio Buarque de Hollanda - Documentação e Memória Política, da Fundação Perseu Abramo, e o CPDOC, da Fundação Getulio Vargas, a partir de 01 de dezembro de 2004, com o objetivo de constituir acervo digital e de publicar um livro desses depoimentos editados.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: Muitos caminhos, uma estrela: memórias de militantes do PT/ organização Marieta de Moraes Ferreira, Alexandre Fortes. – São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2008.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Marieta de Moraes Ferreira
Alexandre Fortes
Data: 8/3/2005
Local(ais):
São Paulo ; SP ; Brasil

Duração: 2h57min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Djalma de Sousa Bom
Nascimento: 29/3/1939; Medina; MG; Brasil;

Formação: Metalúrgico.
Atividade: Fundador da CUT, Presidente da Assembléia Legislativa de SP, um dos fundadores do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e do PT.

Equipe

Levantamento de dados: Alexandre Fortes;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Marieta de Moraes Ferreira;

Transcrição: Lia Carneiro da Cunha;

Técnico Gravação: Não há informação;

Sumário: Lucas Andrade Sá Corrêa;

Temas

ABC Paulista;
Assuntos familiares;
Assuntos pessoais;
Atividade profissional;
Classe operária;
Eleições;
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP);
Fernando Henrique Cardoso;
Governo João Figueiredo (1979-1985);
Gregório Bezerra;
Greves;
José Dirceu ;
Leonel Brizola;
Luiz Inácio Lula da Silva;
Miguel Arraes;
Movimento Democrático Brasileiro;
Movimento operário;
Organizações não governamentais;
Partido Comunista Brasileiro - PCB;
Partido dos Trabalhadores - PT;
Política sindical;
Repressão política;
Sindicalismo;
Sindicatos de trabalhadores;
Tancredo de Almeida Neves;
Trajetória política;

Sumário

O nascimento e infância no Vale de Jequitinhonha, em Minas Gerais; a ida da família para São Paulo; os primeiros trabalhos; o trabalho em uma pequena fábrica de fogos de artifício; a relação com o dono da fábrica e sua família; o trabalho como operário até a ida para a Mercedes-Benz; comentários sobre ter entrado na Mercedes-Benz; a situação do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo; menção ao momento em que o entrevistado foi sindicalizado, através de Mario Ladeia; o trabalho enquanto inspetor de qualidade; a eleição, em 1972, para a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa); atuação e reeleição do entrevistado na Cipa; os cursos de “madureza ginasial” e “madureza colegial” colocados em prática pelo sindicato; a entrada do entrevistado no curso ginasial e os primeiros contatos com Luiz Inácio Lula da Silva, que coordenava a escola do sindicato, no período; o convite, recebido pelo entrevistado para ocupar uma diretoria do sindicato, durante a gestão de Paulo Vidal, em 1974; menção à eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, como presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo; menção breve referência ao jornal do sindicato “Tribuna Metalúrgica”; a atuação do entrevistado enquanto diretor do sindicato, e o seu papel enquanto liderança dos trabalhadores na Mercedes; o projeto de um sindicato mais combativo e próximo aos trabalhadores, encabeçado por Luiz Inácio Lula da Silva; comentários sobre um seminário sobre marxismo feito pelo sindicato e ministrado pelos professores Walter Barelli e Lurdes Maria Coelho Barelli; a renovação das diretorias do sindicato, feita por Luiz Inácio Lula da Silva, em 1978; a atuação do entrevistado enquanto tesoureiro do sindicato; a importância do discurso de posse de Luiz Inácio Lula da Silva, na reeleição como presidente do sindicato, em 12 de Abril de 1978; as primeiras greves organizadas pelo sindicato dos metalúrgicos, a partir de 25 de Abril de 1978; breve histórico da organização operária no ABC paulista; a entrada das indústrias automobilísticas em São Bernardo do Campo; a forma de atuação do entrevistado, e do sindicato, resultando em maior união entre os metalúrgicos; a percepção da necessidade de se fundar um partido dos trabalhadores: a necessidade de transformar a sociedade para melhorar as condições dos trabalhadores; menção ao discurso proferido por Luiz Inácio Lula da Silva, no Congresso de Petroleiros e Petroquímicos realizados na Bahia, em 1978, no qual afirma a necessidade de formação de um partido dos trabalhadores; a participação em campanhas, nas eleições de 1974, 1976, e 1978, nas quais apoiaram entre outros: Alberto Marcelo Gato (1976), Antonio Tito Costa (1976), e Fernando Henrique Cardoso, Leonel Brizola, Gregório Bezerra e Miguel Arraes (1978), todos pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB); as dificuldades iniciais da formação do Partido dos Trabalhadores (PT): os entraves burocráticos da constituição para a formação de um novo partido e a, resistência por parte do MDB e do PCB; a liderança conquistada por Luiz Inácio Lula da Silva, com o “novo sindicalismo” e com as greves de 1978; o contexto político e empresarial de 1979, com maior repressão do governo de João Baptista Figueiredo, e da Federação das Industrias do Estado de São Paulo (FIESP); a greve geral da categoria dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema, em 1979; menção ao afastamento da diretoria do sindicato, pelo Tribunal Regional do Trabalho; a Assembléia dos Trabalhadores Metalúrgicos do ABC, realizada dia 27 de março de 1979, que reuniu 80 mil trabalhadores, decidindo pelo retorno da diretoria do sindicato; comentários sobre a idéia do entrevistado da criação de um “fundo de greve”; mais informações sobre a participação dos trabalhadores no sindicato e atuação da diretoria em 1980; a greve de 1980, com duração de 41 dias, resultando na prisão de membros da diretoria, como Luiz Inácio Lula da Silva e o entrevistado; comentários sobre a experiência da prisão: os depoimentos dados no Dops, a greve de fome, a Assembléia da Praça Matriz e a libertação dos metalúrgicos presos; as dificuldades do sindicato em 1980: a atuação de Luiz Inácio Lula da Silva para a formação do PT e a atuação do entrevistado para a formação da nova chapa da diretoria do sindicato; a formação da nova diretoria do sindicato e a possibilidade de uma maior dedicação do entrevistado ao PT; comentários sobre o IX Congresso dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo, na cidade de Lins, em 1979; a atuação do entrevistado como tesoureiro, na comissão provisória do PT; a eleição do entrevistado à deputado federal pelo PT, nas eleições de 1982; as campanhas das candidaturas do PT para as eleições de 1982: a falta de dinheiro e a importância da militância para o partido; comentários sobre a campanha em Catanduva; a expectativa da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, na eleição para o governo de São Paulo, em 1982, pelo número de pessoas que os seus comícios mobilizavam; a atuação enquanto deputado federal e líder do PT; menção à ida do entrevistado à Alemanha Oriental, com intuito de ter uma formação política; o PT como um partido de lideranças e não de dirigentes, com exceção de José Dirceu; a capacidade do PT, em seus primeiros anos, de conviver com as divergências das tendências internas; a decisão do PT de não apoiar a candidatura de Tancredo Neves, por acreditar que deveria teralmejar eleições diretas; menção à campanha para a re-eleição à deputado federal, em 1985; a eleição como vice-prefeito em São Bernardo, em 1988, sendo Mauricio Soares o prefeito; a briga disputa com Mauricio Soares e a candidatura à prefeito, pelo PT, em 1992; os outros cargos políticos ocupados pelo entrevistado; o trabalho em uma organização não governamental (ONG), Lar dos Velhinhos Dona Adelaide..........pp: 83-101
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