Manoel da Conceição Santos

Entrevista

Manoel da Conceição Santos

Entrevista realizada no contexto do projeto Memórias dos fundadores do PT, através do convênio estabelecido entre o Centro Sérgio Buarque de Hollanda - Documentação e Memória Política, da Fundação Perseu Abramo, e o CPDOC, da Fundação Getulio Vargas, a partir de 01 de dezembro de 2004, com o objetivo de constituir acervo digital e de publicar um livro desses depoimentos editados.
Forma de Consulta:
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: Muitos caminhos, uma estrela: memórias de militantes do PT/ organização Marieta de Moraes Ferreira, Alexandre Fortes. – São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2008.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Marieta de Moraes Ferreira
Alexandre Fortes
Data: 24/7/2006
Local(ais):
São Paulo ; SP ; Brasil

Duração: 2h49min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Manoel da Conceição Santos
Nascimento: 24/7/1935; Pedra Grande; MA; Brasil;

Formação: Nunca foi à Escola.
Atividade: Trabalhador rural; líder sindical; líder cooperativista. Fundador do Centro de Educação e Cultura do Trabalhador Rural (Centru).

Equipe

Levantamento de dados: Melissa Lourenço Machado;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Marieta de Moraes Ferreira;Alexandre Fortes;

Transcrição: Lia Carneiro da Cunha;

Técnico Gravação: Marco Dreer Buarque;

Sumário: Lucas Andrade Sá Corrêa;

Temas

Ação Popular (1962);
Associações rurais;
Assuntos familiares;
Assuntos pessoais;
Atividade profissional;
Comunismo;
Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) ;
Elites agrárias;
Golpe de 1964;
Governo Luiz Inácio Lula da Silva (2003 - 2010);
Herbert de Souza;
Igreja Católica;
José Sarney;
Latifundiário;
Latifúndio;
Ligas camponesas (1955-1964);
Luiz Inácio Lula da Silva;
Mao Tsé Tung;
Miguel Arraes;
Militância política;
Movimento camponês;
Movimento de Educação de Base (1961);
Movimento dos Sem Terra (MST);
Partido dos Trabalhadores - PT;
Propriedade rural;
Questão agrária;
Reforma agrária;
Repressão política;
Sindicatos de trabalhadores;
Trajetória política;
Violência;

Sumário

Entrevista: 24/07/2006

A origem camponesa, no Maranhão, onde o pai trabalhava para latifundiários; o trabalho como lavrador, junto ao pai, desde a infância ; a falta de estudos e a alfabetização tardia, entre os dezessete e dezoito anos; a expulsão da família do entrevistado das terras que eram de sua família há gerações; a mudança para Bacabal do Mearim e a posterior expulsão da comunidade que vivia ali, pelos latifundiários; o juramento do entrevistado de acabar com a “dominação dos fazendeiros sobre os trabalhadores que não tem terra”; a atuação do entrevistado junto a uma associação de trabalhadores rurais, com o intuito de recuperar a terra da sua família; o confronto entre a associação e soldados, que resultaram em dez mortos e na fuga do entrevistado; o contato com o Movimento de Educação de Base (MEB); a criação de escolas de alfabetização e formação política; comentários sobre a fundação do primeiro sindicato de trabalhadores rurais do Maranhão; os primeiros contatos com as Ligas Camponesas; as primeiras reivindicações do sindicato; a organização de uma cooperativa; a crença no poder como união do trabalhador braçal que produz a riqueza e do produtor de conhecimento filosófico, técnico e científico; a luta do campo como uma continuação da luta de Zumbi dos Palmares, Antonio Conselheiro e da Balaiada; menção a José Vicente e Antonio Lisboa Britto como lideranças do movimento, ligados diretamente ao MEB; o Golpe Militar de 1964, ocasionando a ocupação do sindicato e a prisão de José Vicente; menção ao contato com Dom. Fragoso, bispo de São Luiz e presidente da MEB; a prisão do entrevistado; a saída da cidade e a organização de um grupo de trabalhadores armados com o intuito de invadir Pindaré-Mirim e derrubar o governo municipal; o contato com o membro da MEB, Ruy Frazão: a dispersão do grupo armado e a participação na campanha de José Sarney, para o governo do Maranhão, em 1965, sob sua orientação; a reorganização dos sindicatos e o acirramento da luta contra os latifundiários; o contato com a Ação Popular (AP), a partir de 1964, e a entrada do entrevistado nesse grupo em 1967; a intervenção da polícia à uma atividade do sindicato contra a malária, que resultou na perda da perna direita do entrevistado; a conversa com Sarney, na qual o entrevistado falou a famosa frase, “minha perna é minha classe”, ganhando repercussão mundial; a criação de um novo MEB, de atuação local, pelo entrevistado e mais quatro pessoas, que recriaram, em 1970, os sindicatos de Pindaré-Mirim, de Santa Luzia e de Bom Jardim; a ida para São Paulo e o trabalho de organização e educação dos operários no ABC paulista; o convívio com Herbert de Souza (Betinho); a viagem à China, junto à companheiros da AP, e a conversa com Mao Tse-tung; a compreensão, a partir da AP, do que era comunismo, e as músicas compostas pelos trabalhadores como reação às injustiças dos latifundiários; a ameaça do delegado Sérgio Paranhos Fleury, sofrida pelo entrevistado, que lhe levou ao exílio; a ida para a Suíça em 1976, e as notícias sobre a possibilidade da criação de um partido dos trabalhadores, no Brasil, a partir de 1978; os primeiros contatos com Luiz Inácio Lula da Silva, por correspondência; a chegada ao Brasil e às discussões acerca da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT); os debates internos da AP sobre a entrada ou não no PT; a candidatura do entrevistado ao governo de Pernambuco, em 1982; a atuação na organização de sindicatos rurais junto ao PT; a relação do entrevistado com Miguel Arraes; as experiências do entrevistado como candidato à Senador e, posteriormente à Deputado Federal; a criação do grupo interno do PT do Maranhão, PT de Aço, do qual o entrevistado participou; a atuação na criação de cooperativas e das centrais: Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e União Nacional de Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes); comentários sobre a produção agrícola da região; a participação na fundação do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e sua atual relação com ele; comentários sobre o Governo Lula e a possibilidade de transformação do país, ao poucos, mantendo a democracia
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