Marilena de Souza Chaui

Entrevista

Marilena de Souza Chaui

Entrevista realizada no contexto do projeto Memórias dos fundadores do PT, através do convênio estabelecido entre o Centro Sérgio Buarque de Hollanda - Documentação e Memória Política, da Fundação Perseu Abramo, e o CPDOC, da Fundação Getulio Vargas, a partir de 01 de dezembro de 2004, com o objetivo de constituir acervo digital e de publicar um livro desses depoimentos editados.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Marieta de Moraes Ferreira
Alexandre Fortes
Data: 11/1/2007
Local(ais):
São Paulo ; SP ; Brasil

Duração: 3h50min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Marilena de Souza Chaui
Nascimento: 4/9/1941; São Paulo; SP; Brasil;

Formação: Professora; doutorado em Filosofia.
Atividade: Membro do Conselho Federal de Educação. Professora do departamento de filosofia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP). É sócia fundadora da Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia (ANPOF) desde 1984, tendo presidido a entidade entre 1998 e 2000. É sócia fundadora e presidente da Associação Nacional de Estudos Filosóficos do século XVII desde 1993.

Equipe

Levantamento de dados: Melissa Lourenço Machado;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Marieta de Moraes Ferreira;Alexandre Fortes;

Transcrição: Lia Carneiro da Cunha;

Técnico Gravação: Marco Dreer Buarque;

Sumário: Luanna Gentil ;

Temas

Assembleia Legislativa;
Burocracia;
Câmara Municipal;
Comunicação de massa;
Conselho Federal de Educação;
Cultura;
Democracia;
Ditadura;
Educação;
Família;
Filosofia;
França;
Francisco Weffort;
Governo Jânio Quadros (1961);
Governo Luiz Inácio Lula da Silva (2003 - 2010);
Ideologia;
Integralismo;
Intelectuais;
Magistério;
Obras literárias;
Partido dos Trabalhadores - PT;
Política;
Pós - graduação;
São Paulo;
Sindicalismo;
Socialismo;
Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência;
Universidade de São Paulo;

Sumário

Entrevista: 11/01/2007

Origens familiares no estado de São Paulo; influências católicas; a trajetória escolar e suas influências políticas; a decisão de cursar Filosofia na Universidade de São Paulo (USP), as influências da região de Maria Antônia; as descobertas políticas; a importância da Revista Brasiliense; a iniciação à politica brasileira a partir do período de renúncia de Jânio Quadros; a ditadura militar e os grupos clandestino de luta com a ditadura; o machismo presente na elite intelectual da esquerda; o ingresso no mestrado em 1966; o complemento da formação e a iniciação do doutorado na França; a formação política na França em 1968; a entrada ao grupo Rouge dos trotskistas; o retorno ao Brasil para atuar no departamento de Filosofia da USP; o controle ideológico e a direitização da USP durante a ditadura; a criação do Centro de Estudos de Cultura Contemporânea (CEDEC); a mudança de localidade da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas devido ao incêndio conhecido como “batalha da Maria Antônia”; o trabalho sobre integralismo; o contato com Francisco Correia Weffort; a criação de uma linguagem cifrada para a comunicação durante a ditadura militar; o convite aos sindicatos ao CEDEC; a proposta de criação de um partido socialista; a ideia de que só há socialismo se houver democracia; as reuniões para a formação de um partido; a publicação do O que é ideologia e o Cultura e Democracia; a grande visibilidade no meio universitário; a participação na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC); a fundação do Partido dos Trabalhadores (PT); a imagem de uma intelectual vinculada ao PT; as críticas ao PT vindas da esquerda; a composição heterogênea do PT; o problema da burocratização; o papel que os petistas deveriam ter na Assembleia Legislativa; o papel dos sindicalistas na transformação do caráter político do PT; o curso de formação de quadros; a acusação de plágio por José Merchior, de uma obra de Claude Lefort; o envolvimento com as campanhas eleitorais do PT; a atuação na Secretária de Cultura de São Paulo; o momento da criação da Desvio; as disputas internas do partido; as dificuldades nas realizações da Secretaria de Cultura; a ideia da cultura como um direito; as dificuldades com a Câmara Municipal e com a elite; a ideia de cidadania cultural se tornando nacional; o problema das parcerias de empresas com a secretária de cultura; a mudança da política do PT; a ideia de refundação do partido; sua participação no Conselho Federal de Educação durante o Governo Luiz Inácio Lula da Silva.
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