Mário César Flores II

Entrevista

Mário César Flores II

Entrevista realizada no contexto do projeto “Memória Histórica e Estratégica da Energia Nuclear no Brasil”, desenvolvido pelo CPDOC/FGV com financiamento da FINEP, entre setembro de 2009 e setembro de 2011. O projeto visa à criação de um banco de entrevistas com pessoas de grande expressão na história da energia nuclear no Brasil. Serão realizadas 100 horas de entrevistas, que resultarão na construção dos originais de um livro.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Matias Spektor
Tatiana Pedro do Coutto
Eduardo de Achilles Mello
Data: 2/5/2011 a 30/5/2011
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 3h6min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Mário César Flores
Nascimento: 1/1/0001; Itajaí; SC; Brasil;

Formação: Nasceu em 1931.
Atividade: Foi secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência da República no governo Itamar Franco e ministro da Marinha no Governo Collor. Foi também diretor da Escola de Guerra Naval.

Equipe


Transcrição: Jonas Dias da Conceição;

Conferência da transcrição: Yasmin Barbosa;

Técnico Gravação: Bernardo de Paola Bortolotti Faria; Marco Dreer Buarque;

Sumário: Yasmin Barbosa;

Temas

Acordos e tratados nucleares;
Aeronáutica;
América Latina;
Anos 1950;
Anos 1970;
Argentina;
Brasil;
Chile;
China;
Comissão Nacional de Energia Nuclear;
Comissão parlamentar de inquérito;
Constituição federal (1988);
Cooperação militar;
Defesa nacional;
Diplomacia;
Eliezer Batista;
Energia nuclear;
Estados Unidos da América;
Fernando Collor de Mello;
Governo José Sarney (1985-1989);
Guerra das Malvinas (1982);
Investimento estrangeiro;
Iraque;
Marinha;
Programa Nuclear Brasileiro;
Regime militar;
Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP);
Universidade de São Paulo;
Urânio;

Sumário

1ª entrevista: 02.05.2011

Arquivo em áudio 1
Projetos Nucleares da Marinha (governo Sarney); a questão do sigilo do projeto; época em que foi adido; a crise de Itaipu e Corpus; Comissão Nacional de Energia Nuclear; o Sistema de Contabilidade e Controle entre Brasil e Argentina; corte de recursos no Conselho de Defesa Nacional no governo Sarney e depois no início do governo Collor; a construção da planta para a conversão em gás no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares; Serra do Cachimbo; Programa Nuclear Paralelo; projetos da aeronáutica e da marinha; associação da Universidade de São Paulo e Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares; paralisação do programa nuclear da marinha no governo Collor; processo das Visitas Mútuas; Comissão de Avaliação do Programa Nuclear Brasileiro; a Comissão Nacional de Energia Nuclear no governo Collor; receio da retomada do regime militar na Argentina; pressões externas; reaproximação da Marinha do Brasil e da Argentina nos anos 1970; cooperação internacional; mais considerações sobre a época em que foi adido; Guerra das Malvinas em 1982.

Arquivo em áudio 2

Planos nucleares do governo Collor para o programa nuclear da Marinha; projeto do submarino nuclear; apoio estrangeiro; a Secretaria de Assuntos Estratégicos sob o comando de Eliezer Batista; considerações sobre o enriquecimento de urânio pela Marinha; CPI de 1990; comprometimento, na Constituição de 1988, do uso da energia nuclear para “fins pacíficos”; a questão da Amazônia Azul.

2ª entrevista: 30.05.2011

Arquivo em áudio 1
A questão Corpus e Itaipu (década de 1970): visão militar estratégica e visão do povo argentino; relação com a Marinha argentina; compra de porta aviões pelo Brasil e Argentina na década de 1950; considerações sobre uma diplomacia militar paralela; algumas inferências acerca de um plano de defesa nacional em relação à Argentina; considerações sobre a doutrina naval brasileira; a mobilização de helicópteros em direção ao Chile em 1978; a questão das Malvinas; o regime militar argentino; movimento de pró-abertura no Brasil; avanços nucleares argentinos: a pesquisa sobre plutônio; breve consideração sobre o Instituto Nacional de Pesquisas Aplicadas com sede em Bariloche e o Centro Técnico Aeroespacial; o Conselho de Segurança Nacional; o interesse das forças armadas no projeto nuclear brasileiro; inferências sobre as ultracentrifugas alemãs.

Arquivo em áudio 2

Relação do Sarney com a questão nuclear: as visitas e as Forças Armadas; programa Solimões; breve consideração sobre o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares; o Instituto de Pesquisa em Energia Nuclear; a pressão norte-americana na década de 1980; obtenção de material para o Programa Nuclear do Brasil; considerações sobre a cooperação sigilosa com a China e com o Iraque; algumas inferências acerca do Centro de Pesquisa Aeroespacial; o Projeto Sonda; o atraso brasileiro na missilística; as Visitas Mútuas: a Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle, maior resistência ao Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares; a possibilidade da criação de um artefato nuclear brasileiro.
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